27 dezembro 2025
21 outubro 2025
06 junho 2025
20 abril 2025
20 outubro 2024
A gambiarra
O poeta, durante a
vindima, aproximadamente trinta dias, andou com um garrafão de água na
bagageira do carro, pois este perdia água e aquecia; coisas de mecânica que não
assustam um poeta.
Fi-lo porque não tinha
tempo para ver de que se tratava a perda de água, e também porque o poeta não é
nada endinheirado, e do pouco dinheiro que tem,
Prefere comprar livros.
Digamos que sou um
miserável, que nalgumas coisas, mais parece o Pacheco.
Terminou a vindima. Com alguma
coragem, consegui descobrir a razão de o carro perder água; uma peça danificada
e o respectivo tubo.
Tirei a peça, fiz uma
gambiarra como o dizem os nossos amigos brasileiros, e com uma puxadinha
Liguei os tubos
directamente e assim resolvi a perda de água.
Fui dar uma volta até às belíssimas
corres do Outono do nosso deslumbrante Tua, para experimentar se o carro
deixava de aquecer, e
Bom, ao fundo tudo
funciona,
Até a poesia.
O problema foi subir o Tua.
Começou a aquecer, muito, parei, abri o capô, e verifiquei que o depósito da
água parecia uma panela de pressão, e que quase explodia.
Fechei o capô. Pois o
poeta tem de dar a graça de feliz, não de miserável que é, e a cada
Carro que passava por
mim,
Eu sorria.
Arranquei e parei três ou
quatro vezes, até que enquanto fumava um cigarro lembrei-me dos conhecimentos
de termodinâmica, e resolvi muito devagarinho abrir o depósito da água, muito
devagarinho
O vapor subia em direcção
ao sol.
E percebi que se viesse com
a tampa do depósito apenas meia apertada, havia saída de vapor, e o carro não
aquecia.
Funcionou. Deixou de
aquecer. E a função da peça danificada, é mesmo essa.
A parvoíce disto tudo,
ontem, 19/10.
Era o aniversário da
Cristina, e foi esta a tarde que lhe proporcionei; mas ela estava feliz. E o
poeta sentiu-se amado.
09 julho 2024
30 abril 2024
princesa
Princesa, seu cabelo mais loiro do que a seara
seus olhos, princesa, mais estrelas do que o céu
princesa menina, princesa criança
mais bela e mais linda
do que a manhã de Primavera.
03 abril 2024
17 junho 2023
09 maio 2023
A montanha
(pintura em curso: 60cm x
80cm. Acrílico s/tela – Francisco Luís Fontinha – Alijó)
O que é o amor,
Meu amor!
Como é meu amor,
O amor,
Do nosso amor.
O amor,
Meu amor,
É uma coisa estranha,
Que se gosta,
Que se ama…
O amor nasce,
O amor cresce,
Mas,
Meu amor,
Mas será que o amor,
morre?
Não, claro que não.
O amor,
Meu amor,
O amor,
Do nosso amor,
Umas vezes com vento,
Outras vezes em flor…
Mas, meu amor,
O amor também é tempestade,
Também é saudade,
Dos que partiram,
Ou daqueles que não
regressarão mais…
Como o poeta dos ventos,
Que sobe à montanha mais
alta,
Grita…
Amo-te meu amor!
Alijó, 09/05/2023
Francisco Luís Fontinha
08 maio 2023
03 maio 2023
30 abril 2023
Doce madrugada
(acrílico
s/tela. 60cm x 80cm)
Aprisiono cada pedacinho do teu sono,
Roubo a tua madrugada,
E escondo-a dentro do meu peito...
29 abril 2023
O sono
“O sono
Esse pequeno silêncio que
a noite traz
Essa nuvem de espuma das
amoreiras em flor,
O sono…”
Acrílico s/tela. 70cm x
100 cm. Francisco Luís Fontinha – Alijó







































