14 setembro 2026

No azul-amar

No azul-amar, se rios

e mares, distantes

doentes,

ou ausentes,

na voz, a disfarçada gota de água

que dança sobre o gelo,

que come e que dorme, na dor

e da porta que se abre, aqui

quase dia, quase

outra cidade.

 

Pegava na tua mão, e dava duas voltas

ao sol, e três curvas, ao luar.

 

14/09
03:20

13 setembro 2026

Flores do destino

Eram as flores do destino, cada rua

Parecia um jardim, um jardim poético

Cansado do vento, triste

Como a noite, como a gente.

 

Alegre, nunca o foi, nem lua

O soube ser, tinha medo, medo do luar

E medo, do seu escrever

E medo, o medo de sonhar.

 

Eram as flores do destino, sentindo

A chuva ardente do silêncio, na outra

E distante madrugada, ao longe um rio,

E na mão, uma espada.

 

13/09
19:16

Que seja a última Mortalha da noite

Que seja a última

Mortalha da noite, que seja

A janela mal fechada, a porta

Arrombada, que seja a última, minha

Flor,

Flor da madrugada.

 

Que seja o peixe sapiente, o livro

Em transe, de pernas cruzadas, sobre a mesa

Que seja, a sobremesa, do almoço

Do

Jantar, que seja amor, que seja

O te amar.

 

Que seja o cansaço do dia, que

Seja, literatura, sono

Insónia,

Ou

Poesia.

 

Que seja a morte, até

Que seja o triciclo, a bicicleta

Ou mesmo, andar

A pé,

Que seja o sofrimento, que seja dor

Paixão, loucura

Ou

Ou a última mortalha da noite.

 

13/09
04:07

Acordar

Que acordes em meu sonhar, meu poema envenenado,

 

Ribeira escondida em minha,

Mão.

 

Só.

Ó.

 

13/09
02:11

12 setembro 2026

Longe, tão longe

Longe, tão longe 

A equação dos teus seios, longe 

Tão longe a integral dos teus lábios,

E cada vez, mais longe 

A derivada da tua boca,


Longe, tão longe 

A raíz quadrada 

Do teu olhar.


12/09

15:36