Já nada mais há para escrever.
Era uma vez um gato de seu nome Negrito...
E é isto.
13/10
17:40
Poesia & Arte
A cidade
é a ausência na sede
de uma casa,
a boca grita,
cidade
na casa algemada
à porta de outra casa,
e a cidade vive na luz
nocturna desta e daquela,
casa
a tempestade dentro
da cidade,
faz levitar os mictórios
do húmus
mais distante que a
cidade,
encontra,
na prateleira da casa,
na estante que sente,
e que vive,
na casa.
A cidade
é a ausência na
gente e na sede
de uma casa,
a cidade é qualquer,
coisa,
sem idade,
cidade.
E a rua já não
tem casa,
nem sede,
tem a casa,
nem cidade,
já a casa,
tem.
13/10
02:37
Já é quase dia no dia
o destino lançado
ao vento sentindo o frio
e o alento, e
o alimento
de um menino correndo
correndo
no quase,
é o dia,
e aquele rio
vencido que seja,
erguido, que se erga,
e que se veja,
o sentido proibido,
a abelha que lateja,
que o seja,
então,
o quase dia,
se erguendo,
novamente,
novamente,
ausente.
13/10
01:43
As caravelas
depois do sono são
constantes indivisas,
depois do sono,
o sol acorda,
e a corda,
nos prende,
ao sono.
As curvas sombreiam
a distância entre a lua
e as caravelas
e a jangada do olhar,
tão pequeno,
e mais alegre,
do que o sono.
Depois do sono.
13/10
01:34
Caminhamos em viés sem sabermos
ao certo onde, onde colocamos os pés, e o que interessa, isso? O que interessa
se colocamos, os pés, sobre uma flor, uma pedra, pau, calhau, ou até, sobre uma
granada.
Não, isso não interessa,
nada.
Não, isso, isso não
interessa. Não interessa se a chuva é fria, ácida, e envergonhada ou salgada,
isso não, não interessa, nada.
Não interessa se a rua
está deserta, se tem carros, ou se a rua, já morreu.
Isso, isso não interessa.
Nada.
12/10
18:52