A árvore é quase uma mão na boca do corpo, únicos
São os seios da última luz do clitóris, talvez
Amanhã seja o teu sexo uma janela para disfarçar o fogo, do mar
Gélido onde me enforco, e grita o ujo na esquina quase noite
Outra margem, na algibeira do meu desejo, que é a terra dos meus poemas, que foi meu endereço e meu jazigo
E a árvore é quase uma mão na boca do corpo, hoje
A semente que começa a se erguer na flor do meu sol
E quer ser poesia
E quer ser o teu corpo quase espuma na minha cama
Sempre que estiver dentro da chuva o silêncio de uma espada
E vem o fogo
E leva de mim o dia quase um distante olhar.
Ribadouro, 16/03/2026 - 14:17

