Dançava o moleque nas
sais da alvorada, madrasta
sapiente e em vergonha no
seu caminhar, ser
a dança que mais não vai
dançar
que mais não vai ter
Em si e no corpo, na
sombra e na algazarra de um olhar
o ventre jesus, o jesus
alimento
e da espada a mordaz
e o sofrimento
Da porta por abrir, e
dançava nas sais da alvorada
o moleque e a madrasta da
vida, e no vergonhar silêncio
o pertencer às masmorras
da ausência, e partir
e deixar na escuridão a
vontade de sonhar.
02/08
18:42
