Cachimbo de Água
Poesia & Arte
24 agosto 2026
Corpo oceano
As horas morrem neste
comboio de espuma
desastre amanhecer das primeiras lágrimas do silêncio
onde procuro o meu corpo oceano
aprisionado às sombras neblinas do teu olhar,
a vida é um carrossel de mentiras
pedacinhos de luz que partem para o infinito
e eu sou apenas uma palavra
na boca dos pássaros,
o meu relógio é o veneno da madrugada
é o incêndio poema nos olhos do mar
é pedra lapidada
antes que termine a noite,
e quando a noite me pertence
eu pareço um triste poema
nas larvas da areia salgada
sem saber o teu nome.
A voz do luar
Já não há estrelas nos
olhos do silêncio,
a voz do luar, morreu
como se fosse um raio de
escuridão
que da terra sobrou, e no
mar
adormeceu,
na indiferente maré, o
barco se despede
do poeta envergonhado, e
sem pátria no seu viver.
24/08
01:08
23 agosto 2026
A luz
A luz do teu olhar que dança na chuva como uma fotografia suspensa na minha vida,
E a noite traz o fogo que deixei na alvorada, amar-te é a melodia do mar,
No silêncio do meu sonhar, o teu corpo é quase uma sílaba de mel
No infinito meu, e desejar-te é o pincelar da lua ou
Na água gélida do húmido teu corpo.
23/08
20:53
as estrelas do teu olhar
onde estão, as estrelas
do teu olhar
onde poisam, as flores do
teu olhar
e brincam,
as páginas-lírio do teu
olhar…
onde escondes, as
lágrimas do teu olhar
o que fazes, tu, com o
mar do teu olhar
quantas são, meu amor, as
estrelas do teu olhar
pelas quais o meu olhar,
se enamora.


