Quantos sóis
São precisos,
Para escreveres, no meu
Olhar,
Amo-te.
Quantos?
Quantos sóis são precisos?
18:08
04:43
Poesia & Arte
Quantos sóis
São precisos,
Para escreveres, no meu
Olhar,
Amo-te.
Quantos?
Quantos sóis são precisos?
18:08
04:43
São o fogo
os teus beijos, são o
sopro na voz
da invisível, voz
que me alimenta, e que
muito
me encanta
são os teus beijos, o
árduo fogo
do sofrer, e o de amar
o fogo em lágrimas, o
fogo a arder
sobre o mar
São o fogo
os teus beijos, no corpo
cansado, no corpo
já gasto, no plágio
constante da vida, nascer
morrer,
e sofrer, até o morrer
ou até, ser dia
São o fogo
os teus beijos, na cama,
nua
e nua, o são
são a nua no fogo em
chamas, os teus beijos
são estrelas pinceladas,
em puros
desejos
São os teus beijos
o fogo nu da madrugada,
são a espada
e são o mar na palma da
mão, são
os teus beijos, a
alvorada acordar, em fogo
são os teus beijos.
18/08
02:23
Amanhã será vento, em teu
cinzento dia, amanhã será
luz
amanhã será a fogueira,
em brincar
na mão, na mão de um
acariciar
amanhã será dia, não o
cinzento dia
não o triste dia
amanhã será vento, em teu
no vento em te amar
Amanhã será novamente,
primavera
vera, amanhã serão as
flores, palavras
escritas,
desenhadas,
no chão
Amanhã será vento, em teu
cinzento dia, amanhã será
luz
amanhã será a fogueira,
em brincar
na mão, na mão de um
acariciar
a mão, a minha mão, em
tua mão de mar
amanhã será vento, em teu
doce olhar.
17/08
19:21
A chuva quase na tua mão,
quase
Junto à ribeira, que
dorme
Nos teus seios,
Quase mel, a tua boca nos
meus lábios.
17/08
13:45
Gotinhas de sorrisos
suspensos nos teus lábios
dissipam-se de mim as
faúlhas das tempestades de insónia
o fogo imerso no teu
ventre
ao redor das tuas coxas
cansadas nas planícies do amanhecer
quero ser uma abelha
e voar como as gaivotas
da minha terra
vestir-me de silêncios de
mar
quando os barcos entram na
tua púbis
e da janela da saudade
as flores do teu jardim
transformadas em luz
corre
foge de mim entre as
árvores pintadas nos muros da infância
e junto à Maria da Fonte
olha-me
deixa-me um sorriso para
eu recordar em noites de desejo
dá-me a tua mão
e vamos ver os barcos
e vamos aos Coqueiros
e vamos...
foge de mim
e olha-me como se eu
fosse uma amoreira
sempre adormecida nas
palavras da fogueira do sono.