depois, talvez
não
e agora o que fazer, se o
tempo
parar, se o tempo morrer
mas às vezes, o tempo, o
tempo é sofrer
e sentir, sentir o tempo
na mão de escrever
procurar o amar, e saber
que o tempo não tem nome,
que o tempo sempre saberá
onde se esconde o alento,
que às vezes, que às vezes também não tem tempo, que às vezes ninguém tem, tem
tem outro sentimento
e tem um nome suspenso na
corda da morte, e quase não tem tempo
quase, quase que também
envergonhado, procura dentro do outro tempo
um quadro pincelado com
os sobejos do tempo
quando o tempo, ainda
pertencia à montanha do adeus
que deus o quis, porque
sim
não
andamos perdidos, num
falso tempo, curvilíneo, abstracto no silêncio de uma vírgula, se uma pedra for
capaz de arremessar contra mim,
a palavra enforcada na
árvore da despedida
e também eu, estou sem
tempo
aliás, desde que nasci,
nunca tive tempo
porque o tempo também é a
raiz
porque o tempo, o tempo
também é a fronteira que separa o calor, do frio,
que separa o cio, do rio
e que separa, a luz, do
vazio.
03/02/2026, 03:56

