Já nada pertence, ao visível
No invisível, quase
Quase silêncio, quando um
beijo, toca
Os lábios do mar,
Do mar, em delírio.
Já nada pertence, ao dia
Ou ao luar, quando noite
Não interessa o colorido
A voz, ou o grito
Ou o rio vencido, e
triste
Quando, a manhã em seu
acordar, o olha, e o beija,
E diz, o amar.
Já nada pertence, ao visível
No invisível, quase
A voz do mar.
29/08
04:52