Amar, te tocar
Ao pôr-do-sol na pele tua mão
Amar-te, te olhar
Pincelar os teus seios que também são as palavras que te escrevo
Sementes de sal na flor tarde do mar
28/02/2026, 15:08
poesia & arte
Amar, te tocar
Ao pôr-do-sol na pele tua mão
Amar-te, te olhar
Pincelar os teus seios que também são as palavras que te escrevo
Sementes de sal na flor tarde do mar
28/02/2026, 15:08
O corpo extingue-se nas
lágrimas do fogo
O corpo desaparece
E reaparece
Nos braços da madrugada,
O corpo finge
O corpo grita
Às estrelas de um doce
olhar,
O corpo move-se
Contorce-se
E abraça-se ao vento
Quando o vento regressar
E novamente partir,
O corpo extingue-se
Dentro do teu corpo
sempre que acorda a manhã,
O corpo escreve
Ao meu corpo
As palavras de um outro
corpo,
Frágil
Doce
Meigo
Deste corpo que morre
Neste corpo quando se
deita…
A triste noite ensonada.
(inédito)
à lareira, apareço
vestido
e pareço um pobre feliz,
e mendigo
e sou o destino felino, a
aldeia perdida
na savana, o menino que
às árvores subia
que depois, o capim, tão
verde, crescia
e ninguém sabia, sabiam
lá as almas sem o sol que ilumina, que subia, que subia
entre pobres soldados,
entre ramos quebrados, que sabia
onde habitava o livro de
poesia, à montanha em adeus, em zeus
e outros monumentos
santos, e seus
céus tive muitos, e
tantas tive as estrelas do meu sonhar
nas águas e nas dezenas
de outras manhãs, as pérfidas mãos quase gelo, quase
o beijo sobre a
secretária, arde o cigarro, arde
tudo, e há uma lareira
uma lareira, e apareço
vestido
e pareço um pobre feliz,
e mendigo
e sou o destino felino, a
aldeia perdida
na perdida, Atlântida.
27/02/2026, 22:17
se eu fosse um vampiro,
bebia o sangue das tuas veias
e desenhava na escuridão
do dia, o dia convertido em fogueira
que o vento embala, e que
tu semeias
em meu corpo cansado, em
teu corpo sementeira
que um dia será livro, ou
rio
ou lareira, se eu fosse
um vampiro, chupava o sangue do teu olhar
que em fome, e que em cio
também é o olhar do mar
27/02/2026, 19:34
partimos como duas caravelas em seu alegre sonhar
que cada pedra lançada
é um novo mar
e uma outra madrugada
partimos sem o medo e sem
a sorte
porque nunca o tivemos,
porque nunca nos pertenceu
e mesmo que venha a morte
partimos como duas
estrelas no céu
partimos até às mais
profundas noites de luar adormecido
que se guerreia, que se
inventa a cada sombrear
e a cada olhar esquecido
que partimos, partimos
como duas caravelas em seu alegre sonhar
ou como duas crianças de
mão dada, a brincar
e a fingir que o dia é o
nosso amar
27/02/2026, 06:21
espero o autocarro da
carreira, nos carris invisíveis
que separam o negro, do
branco destino
nas profundezas de uma
alegria, sentindo
o vento menino
dizendo, e gritando
que a alegria de um
pássaro
pode ser a alergia do
poeta, ou na ausência dela
as drageias míseras de
que após o toque do sino
se ergue, e se transforma
em dia
e o autocarro da carreira
sempre atrasado, sempre sem rumo
galgando cada linha do
meu caderno
e que às vezes, parece o
inferno
perfume de um clique de
luz, depois de morrer
nos rochedos, o som do
luar
que há sempre mar, que há
sempre luz
que há sempre a vertigem
sobre o medo
dizendo, que não o
querendo
tem em si o segredo, tem
na mão a equação de Deus
26/02/2026, 21:59