17 agosto 2026

16 agosto 2026

Por ao quanto, eu sento Me

Por ao quanto, eu sento

Me

E sinto-me, milhafre ferido, placa em vidro

Limalha de aço, eu me sinto

O poema odiado

Quando o abismo, é a fotografia

 

De um mero, e sentido

As palavras são abacates no meu pouco, sentido

Sentado na sombra embargada, na voz de uma espada

Semeada, ela semeia

As nuvens coloridas da maré, sentida

E perdida,

Na boca de uma fotografia.

 

16/08
21:57

TeleCenteio

TeleCenteio aqui nos seios da seara,

Que nossa senhora o proteja, do calor

E

Do frio

E searas outras, alheias

 

TeleCenteio na esquina da luz, truz

Caiu

E que se

Fodeu,

 

Das vinte e quatro quase horas, TeleCenteio.

 

16/08
19:48

São horas, acordam os candeeiros cá de casa, são horas, horas rapinas, horas quando em o eram Criança,

São horas, acordam os candeeiros cá de casa, são horas, horas rapinas, horas quando em o eram

Criança,

Serem bombeiros, imbondeiros

E até

Um dia,

Foi, ou quis

Quis ou foi,

Cacilheiro

 

Não foi padeiro ou tantas outras coisas que não foi,

Que quase tudo que foi, ser mais profissões

Terminadas

Em

EIRO

 

Foi poeta, é pateta, subiu às árvores, e nunca será um pássaro, um móvel envergando asas, que transporta na mão,

Cinzas,

E alguma brasas

 

São horas.

 

16/08
19:33

Já ninguém semeia estrelas no meu olhar

Já ninguém semeia estrelas no meu olhar, já ninguém lança

Beijos às flores do meu jardim

Já ninguém lê o meu escrever

Já ninguém quer saber

 

De mim

 

Já ninguém sabe o nome do meu rio, já ninguém

Vive no meu sonhar, em meu frio

Já ninguém sabe, o nome, da primeira lágrima

Do meu chorar

 

Já ninguém sabe, o nome daquele mar.

 

16/08
19:24