Cada quadricula do meu
sorrir é o intervalo de tempo de, (t) inicial e igual a mil estrelas sem luz
até (t) igual, à vertigem amorfa de um grão de arroz.
Cada quadricula do meu
sorrir é o alicerce que vence a gravidade, que dispõe de água sideral e
salgada, na veia principal da morada.
A rua despede-se dele, de
mim, quando se confundem, ele e eu, na madrugada sangrenta, vertiginosa de um
gomo de laranja em livre queda, às vezes
Distante do almoço.
Cada quadricula do meu
sorrir que se verte no abismo útil de pertencer ao décimo quinto desterro de
viver, saber que nada mais poderá vencer, o dispor agora de uma máquina para
viajar no tempo, e retirar ao tempo, dez elevado a seis, janelas, quebradas, no
recreio da escola.
Cada quadricula era uma
flor, e hoje, não passam de quadriculas, invertidas e envergonhadas, que cada
delta (X) ou delta (Y) no silêncio do tempo, são só e só, letras desgovernadas,
na mão de uma colmeia, de uma aurora boreal tão linda como o mel.
06/10
20:16
