O verso quase que nasce
no infinito, mergulha na
voz distante
e procura na montanha,
o sítio, o ermo e o cramo
e a churra mil vezes, o
peso
da terra, e da escuridão
da rua
20/08
04:02
Poesia & Arte
O verso quase que nasce
no infinito, mergulha na
voz distante
e procura na montanha,
o sítio, o ermo e o cramo
e a churra mil vezes, o
peso
da terra, e da escuridão
da rua
20/08
04:02
Não serás mais poema, não
serás
a chuva horizontal sobre
o fio rio
que transporta no olhar
o medo, o cansaço de ser
poema, e inverno
depois, veneno
e inferno.
20/08
03:50
Penso que já não existo,
penso
penso que a rua é apenas
um lugar, um nome
sem nome,
às vezes
penso que já pensei, às
vezes, eu pensava
que um dia, não
precisava, mais
de pensar,
nem de existir.
20/08
00:52
Não preciso, mais do sol
não preciso, mais em
precisar
não preciso mais do sol
nem do sorriso do mar,
Não preciso, mais do
escrever
nem preciso, mais de
sonhar
não preciso mais do
escrever
nem do luar,
Não preciso, mais do sol
não preciso, mais em
precisar
não preciso mais do mar
e do sol não vou mais precisar.
19:08
21:51
Ao som da flauta, oiço o
miar
da lua,
ao vento, e ao relento
o desleixado do vento
Que enquanto se delícia com
o som da flauta,
que enquanto ouve o miar
do miau, vestido de chuva
Cresce na lezíria a
charrua, veloz
mente,
velozmente, em fuga
em fogo, como o silêncio
da rua.
19:08
19:23