22 junho 2026

Ausência

Da ausência sentir o ausente e temido, o outro lado do luar

Sentindo, tendo frio

Ser o mar

Ou ser um rio

 

Saber o significado de ser, o outro também ausente

E também temido, nocturno o seja

Cada escrever

E cada sorriso vertido

 

Na lápide do meu amar

Na ausência, o ausente e temido

O outro lado do

Sentindo e o sentir

 

E saber que nunca haverá montanhas em papel

Nem árvores de brincar, nem rios a passear

No silêncio, a correr para o mar

Para o mar ausente

 

22/06
04:37

Nos teus braços eu me deitava, meu amor

Nos teus braços eu me deitava, meu amor

Enquanto a noite se despede das estrelas, eu te beijava

Meu amor, sentados junto ao mar

Pegava na tua mão, e a acariciava

 

Como se fosse uma caneta, ou uma janela

Sentindo o vento, sentido o chorar da lua

Em ti eu me deitava

De ti eu quero o silêncio do teu olhar

 

Nos teus braços eu me deitava, meu amor

E sabia que havia luz na noite do meu sonhar

Sempre que pegasse na tua mão

Para sempre que sejas o meu amar

 

22/06
04:17

21 junho 2026

Natábius

Natábius me amava, enfurecida estava

A canção que que tocava

Que tocava, porque Natábius me amava

Na conversa, nos poemas, debaixo das árvores

 

Natábius me amava, ao ponte de pertencer

Enquanto nunca o foi, ao destino

Ao dispor de uma pequena vírgula, sentindo

No frio a mão de Natábius

 

Que lia, e que me abraçava

Natábius me amava, sofrendo

E quando o queria, descia

E se deitava

 

Porque Natábius, me amava.

 

21/06
22:04

No rio dos teus seios

No rio dos teus seios, o mar dos meus lábios

Saboreando o mel dos teus também lábios

A minha boca faminta, lambe cada pedacinho dos teus seios,

 

Haverá um poema no rio dos teus seios? Preciso, preciso de o saber,

E que nome tem esse rio e esse poema, o rio dos teus seios

Que eu quero lamber

E neles escrever,

 

Com a minha boca em chama.

 

21/06
16:16

Se os teus olhos me pertencessem, sabendo eu que nem a ti pertencem,

Pertencem a deus,

Então eu queria ser deus,

Para ser o dono dos teus olhos, meu amor

 

21/06
16:02

Dormi com o Ubuntu, sonhei-te

E cá estou, novamente com o Ubuntu (algo estranho hoje neste blog, só hoje 2327 visitas)

Que noite, esta

Que noite, esta

Que noite foi esta

Tão triste

Sem festa

 

Esta noite

Que foi quase noite funesta

Da ausência em cardume

As frestas da prata

 

No beijo do lume

Que noite foi esta

Sem sesta

Festa

 

Que noite esta

Que noite foi esta

Que dia já o é

Esta noite

 

Esta.

 

21/06
06:04