18 agosto 2026

Quantos sóis São precisos,

Quantos sóis

São precisos,

Para escreveres, no meu

Olhar,

Amo-te.

 

Quantos?

Quantos sóis são precisos?

 

18:08
04:43

São o fogo os teus beijos, são o sopro na voz

São o fogo

os teus beijos, são o sopro na voz

da invisível, voz

que me alimenta, e que muito

me encanta

são os teus beijos, o árduo fogo

do sofrer, e o de amar

o fogo em lágrimas, o fogo a arder

sobre o mar

 

São o fogo

os teus beijos, no corpo cansado, no corpo

já gasto, no plágio constante da vida, nascer

morrer,

e sofrer, até o morrer

ou até, ser dia

 

São o fogo

os teus beijos, na cama, nua

e nua, o são

são a nua no fogo em chamas, os teus beijos

são estrelas pinceladas, em puros

desejos

 

São os teus beijos

o fogo nu da madrugada, são a espada

e são o mar na palma da mão, são

os teus beijos, a alvorada acordar, em fogo

são os teus beijos.

 

18/08
02:23

17 agosto 2026

Amanhã será vento

Amanhã será vento, em teu

cinzento dia, amanhã será luz

amanhã será a fogueira, em brincar

na mão, na mão de um acariciar

amanhã será dia, não o cinzento dia

não o triste dia

amanhã será vento, em teu

no vento em te amar

 

Amanhã será novamente, primavera

vera, amanhã serão as flores, palavras

escritas,

desenhadas,

no chão

 

Amanhã será vento, em teu

cinzento dia, amanhã será luz

amanhã será a fogueira, em brincar

na mão, na mão de um acariciar

a mão, a minha mão, em tua mão de mar

amanhã será vento, em teu doce olhar.

 

17/08
19:21

A chuva quase na tua mão

A chuva quase na tua mão, quase

Junto à ribeira, que dorme

Nos teus seios,

 

Quase mel, a tua boca nos meus lábios.

 

17/08
13:45

A fogueira do sono

Gotinhas de sorrisos suspensos nos teus lábios

dissipam-se de mim as faúlhas das tempestades de insónia

o fogo imerso no teu ventre

ao redor das tuas coxas cansadas nas planícies do amanhecer

 

quero ser uma abelha

e voar como as gaivotas da minha terra

vestir-me de silêncios de mar

quando os barcos entram na tua púbis

e da janela da saudade

as flores do teu jardim

transformadas em luz

corre

 

foge de mim entre as árvores pintadas nos muros da infância

e junto à Maria da Fonte

olha-me

deixa-me um sorriso para eu recordar em noites de desejo

 

dá-me a tua mão

e vamos ver os barcos

e vamos aos Coqueiros

e vamos...

 

foge de mim

e olha-me como se eu fosse uma amoreira

sempre adormecida nas palavras da fogueira do sono.

Cada quadrado do teu silêncio,

É um círculo do meu desejo.

 

17/08

04:30