Da seiva tua mão
recolherei o mel
e a luz de um novo
amanhecer,
cada estrela que morrer,
são mil
estrelas, no teu olhar,
e também mil janelas,
para libertar
o meu sofrer.
E o mel, meu amor, vou-o
semear
No silêncio do teu mar.
23/09
06:39
Poesia & Arte
Da seiva tua mão
recolherei o mel
e a luz de um novo
amanhecer,
cada estrela que morrer,
são mil
estrelas, no teu olhar,
e também mil janelas,
para libertar
o meu sofrer.
E o mel, meu amor, vou-o
semear
No silêncio do teu mar.
23/09
06:39
Estava eu a fumar um
cigarro nas escadas,
para enganar a fome e o
tempo,
olho para o meu lado
esquerdo, e
milagre.
Ao invés da luz que todas
as noites, via, via repetidamente,
no cimo do monte da
cunha,
hoje,
sim, a luz hoje transformou-se
em árvore,
tinha muitas,
muitas luzinhas,
de muitas cores, e
acendiam. E apagavam.
Mas todos ou quase todos,
o sabemos, que
(+) + (+), dá merda.
Que (+) + (-), é bom
muito bom, só se eu
Eu.
E se eu, - (+) + (+)?
Estava eu a fumar um
cigarro nas escadas,
para enganar a fome e o
tempo,
e o silêncio, e a negra
luz, da saudade…
Abro o kamasutra, e
Nada.
22/09
22:15
Amanhã, não sei se haverá,
Amanhã.
Amanhã mais uma colonoscopia, e retirada de coisinhas,
Sem, sem anestesia,
Não é a primeira, nem será
A última, eu o espero.
Depois, comer.
Porque ainda não são, não são
22 horas, de nem o sono, muito menos,
Comer.
Se eu pudesse comer agora alguma coisa, o que comia eu?
Os teus lábios, obviamente.
Obviamente. Amanhã,
Amanhã talvez me digas, eu amo-te.
Amanhã talvez encontre outro trabalho, menos esforço,
E,
E mais, cabeça.
Quanto a esforços, esforços,
São tantos, eles,
O transverso e o de corte e o momento
Flector, máximo,
A tensão máxima, o deslocamento,
Máximo.
Depois, o colapso e a carga de colapso.
Sento-me na cama, oiço o oceano pacífico, on line,
Escrevo merdas numa coisa electrónica, e gira.
E imagino-te, nua, de cabeça encostada
Ao meu peito, quase vento,
Se amanhã, não sei se haverá, amanhã.
(que Deus é bom homem e paga bem a quem o serve. Dizem.)
22/09
21:47
Escreve o teu nome no meu corpo sofrido,
Cansado, e triste.
Escreve nos meus lábios
O teu secreto desejo, em me desejar
Na escuridão de um olhar.
Escreve na minha mão sonolenta
O verbo, amar:
Eu amo-te.
Tu amas-me.
Eles amam-se.
Nós amamo-nos.
Mas escreve, nem que escrevas o verbo
Odiar;
Tu me odeias.
Eu não te odeio.
Como posso eu te odiar,
Se tu, meu amor,
És o meu sonhar.
22/09
14:09