Atroz,
e tão veloz
o camelo engravatado, era
apenas o cinzeiro sobre a mortalha, lá dentro
jazia o corpo da solidão,
e de tão veloz
e atroz
o desgraçado do pão.
Eram gritos de sofrer, na
voz camuflada da ausência e do milagre avinhado,
solta-se o tempo, parte o
relógio na procura do guarda-chuva do vento,
e se sentava
na soleira do primeiro
destino
da madrugada.
Atroz,
e tão veloz o camelo
adinheirado, e de tão aprumado
nos confins da maresia
ensanguentada
vivida, e cansada
do limite da merda
quando a estupidez tende
para o infinito.
03/08
19:45
