Nunca é tarde para amar
A tarde
E o mar,
Nunca é tarde para sonhar
A tarde
E o luar,
Nunca é tarde para desejar
Te desejar
E amar
Francisco
10/05
09:54
Poesia & Arte
Nunca é tarde para amar
A tarde
E o mar,
Nunca é tarde para sonhar
A tarde
E o luar,
Nunca é tarde para desejar
Te desejar
E amar
Francisco
10/05
09:54
São tantas e as poucas
não entendem
Que de tantas que são as
janelas do meu sonhar
Apenas uma tem o sorriso
virado para o mar
De tantas e das poucas na
primavera de um olhar
Que as janelas do meu
sonhar
Também têm vista para o
luar
Francisco
10/05
02:11
A fina sombra que alguém esqueceu no silêncio do tempo
Esqueceu
Vivemos esquecidos
No esquecimento de uma fotografia e de um guarda-chuva,
Chuva
Segue-se a luz e o beijar
No espelho da morte
A sorte em ter a lua no meu sonhar,
E a fina sombra que alguém tem no toque de uma estrela
Porque o sobrar é a alegria do mundo
Entre as palavras
Que o livro deixou na loucura de um relógio,
Sou um tolo-louco que vive no silêncio
Na alvorada
A árvore que me trouxe
A lareira de uma casa.
Francisco
09/05
21:50
Nos teus braços eu me
deitaria
Dormia
Nos teus braços eu sentia
Cada palavra que escrevo e
cada melodia,
Nos teus braços eu me
deitava e sentia
E não te mentia
E eu sabia
Que já nada há em ti a
não ser o dia
Vestido de noite vestido
de poesia,
Nos teus braços eu me
deitaria
Alegria
A alegria de já não pertenceres
à minha poesia.
Francisco
09/05
19:41
Desde que nasci, e senti
O odor nocturno de um
beijo
Desde que nasci, e senti
A cor mistério do meu
viver
Desde que nasci, e senti
A argamassa do dia
Na difusa madrugada de o ser
E de nunca a ter
Desde que nasci
A palavra
Na palavra de escrever
Desde que nasci, e senti
Cada milímetro quadrado
da sombra de uma ausência
Desde que nasci, e senti
A noite a vestir-se de púrpura
nuvem semeada na água
Desde que nasci, e senti
Cada gotinha de um
sorriso
O amor do mar
E no ódio de ti
Desde que nasci, sem ti
Francisco
09/05
04:19
Se o teu corpo me abraçasse
Como loira é a seara do
trigo
Tão ausente no seu silenciar
abrigo
Que no vento consente
E sente o frio da navalha,
Se o teu corpo me tocasse
Na primavera de cada
olhar
No destino em te amar
E sofrer
Com cada verso escrito
Na palavra do meu
escrever,
Se o teu corpo me olhasse
Princesa do mar
Que é tempestade e que é
luar
Estrela e flor
Se o teu corpo dormisse
sobre mim, meu amor…!
Francisco
09/05
04:06