10 setembro 2026

Eram os teus olhos o sorriso do mar

Eram os teus olhos o sorriso do mar

Quando a sílaba em desejo

Rompia o madrugar

E te roubava o beijo

 

E me dizia que na madrugada

A chuva era o oiro e era a melodia

Do teu corpo na cama, deitada

Que nele a mão, a minha, poesia escrevia

 

E desejava, e que eu o queria

Na ribeira já cansada

Sem saber como terminava o dia

 

Eram os teus olhos o sorriso do mar

E dos teus lábios havia o mel, e a espada

E o meu peito cortava, e me fazia sonhar.

 

10/09
06:36

O dia

Ninguém sabia, o que o dia lhe pedia

Porque o dia, era assim, assim meio-tolo

Às vezes, sorria o dia

Às vezes, o dia, o dia sofria

 

Às vezes, não tinha o dia, o dia

Sem luz e sem alegria, também, ele, o sabia

Que muito mais tarde, que um dia

Que um dia, morria, morria a poesia

 

E deixava de haver, dia.

 

10/09
01:00

09 setembro 2026

Palavras ausentes

9 de setembro de 2026,


A ferrugem é uma fotografia da chuva, que o livro semeia na esquina do amar,

Sentindo, o frio 

Calor do abraço


Sabendo que morre 

Em si, o fogo em verso 

Sobre a paixão da cama, as palavras ausentes 

Em busca de um pedaço de papel.


09/09

22:31

Aos poucos, te afastas

Na voz,

Nas palavras,

 

Aos poucos...

 

No olhar. 

Senhores leitores, por hoje é tudo

Despeço-me com amizade,

 

Até amanhã, se Deus quiser.