O sono, veste-se de
perfeito, silêncio
Sinto o teu corpo,
perfumado, na dor
E te toco, com medo de te
acordar
Com medo, com medo
Que o sono, acorde, e que
o sono
Traga as trombetas da
velha sanzala, sempre
Aqui, dentro de mim
Toco-te, e meus deus
O medo de te acordar, o
sono
E o teu, sono de mar
Depois, o nosso mar nas
labaredas, na mão
Que chora, na mão que
acena, a partida
Sempre, sempre os meus
barcos, meu amor
Sempre o mar, sempre
Em,
Mim
O sono, veste-se de
perfeito, silêncio
Sinto o teu corpo,
perfumado, na dor
E te toco, com medo de te
acordar
Com medo, meu amor
Que deixes de olhar o teu
mar.
01/09
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