Cada quadrado do teu
silêncio,
É um círculo do meu
desejo.
17/08
04:30
Poesia & Arte
Por ao quanto, eu sento
Me
E sinto-me, milhafre
ferido, placa em vidro
Limalha de aço, eu me
sinto
O poema odiado
Quando o abismo, é a
fotografia
De um mero, e sentido
As palavras são abacates no
meu pouco, sentido
Sentado na sombra embargada,
na voz de uma espada
Semeada, ela semeia
As nuvens coloridas da
maré, sentida
E perdida,
Na boca de uma
fotografia.
16/08
21:57
TeleCenteio aqui nos
seios da seara,
Que nossa senhora o
proteja, do calor
E
Do frio
E searas outras, alheias
TeleCenteio na esquina da
luz, truz
Caiu
E que se
Fodeu,
Das vinte e quatro quase
horas, TeleCenteio.
16/08
19:48
São horas, acordam os
candeeiros cá de casa, são horas, horas rapinas, horas quando em o eram
Criança,
Serem bombeiros,
imbondeiros
E até
Um dia,
Foi, ou quis
Quis ou foi,
Cacilheiro
Não foi padeiro ou tantas
outras coisas que não foi,
Que quase tudo que foi,
ser mais profissões
Terminadas
Em
EIRO
Foi poeta, é pateta,
subiu às árvores, e nunca será um pássaro, um móvel envergando asas, que
transporta na mão,
Cinzas,
E alguma brasas
São horas.
16/08
19:33
Já ninguém semeia
estrelas no meu olhar, já ninguém lança
Beijos às flores do meu
jardim
Já ninguém lê o meu
escrever
Já ninguém quer saber
De mim
Já ninguém sabe o nome do
meu rio, já ninguém
Vive no meu sonhar, em
meu frio
Já ninguém sabe, o nome,
da primeira lágrima
Do meu chorar
Já ninguém sabe, o nome
daquele mar.
16/08
19:24