Preciso da chuva dos teus
cabelos, no vento
Sentido, do vento, às
vezes, também ele ferido
Triste e humilhado,
talvez o vento, um dia
Seja apenas e só, poesia
Talvez ao outro, dia
O dia me traga um novo
dia, um novo
Olhar.
Preciso da chuva dos teus
cabelos, no vento
Sentido, do vento, às
vezes
E que tantas vezes, é a
lágrima no final da luz,
E em cada buraco negro, uma
mão aprisionada, pelas
Forças, meus deus…
Forças ocultas, invisíveis,
mas que existem,
Existem.
Preciso da chuva dos teus
cabelos, na penúltima
Janela com fotografia,
Para o mar.
Preciso da chuva no mar
dos cabelos, teus
Preciso que esta viga me
segrede, alguma, coisa
Nem que seja, um gemido
Gemido, há quanto tempo,
não oiço
Um gemido,
Mas esta viga, nunca
Nunca nada me dirá,
Porque nas simulações e nas
complexas, equações
Nem um, gemido, para
amostra.
E ela ao fim de dozes,
segundos,
Colapsa e morre.
Preciso da chuva dos teus
cabelos, quando a maré
Vínica incendeia a luz,
sobre o rio
E cada socalco, é o sofrimento,
de mãos
E de mares,
E de tantas tristezas, e
de tantos
Olhares,
Preciso da chuva dos teus
cabelos!
17/09
11:36