13 agosto 2026

Os pregos na forma errada da sonolência

Nascem os pregos na forma errada da sonolência, sempre que chove, até aos alegres feitiços do abismo

A porta encerrada, grávidas ao léu, além

Cartas, dissabores

Na míngua sombra lunar

 

Nascem, e se espetam na sombra os pregos

Nocturnos, e inversos

Lamentos, sombras

No lactante olhar em despedida

 

 

13/08
17:39

Quem espera, des

Quem espera, des

Espera, sentado, enforcado na sombra

Quem espera, desencanta

A esperança,

Nas veias de uma balança,

 

Quem espera, farta-se

E vai, e leva com ele a madrugada, as estrelas

Sós, cansadas de caminhar, daqui até ali

E de alá, além-mar, até

Aqui, aqui,

 

Quem espera, des

Espera, nas páginas de um livro, a sebenta

A charrua e a enxada,

Não esquecendo de levar a tala, não a do haxixe

Mas a de stack,

Espera.

 

Des.

 

13/08
10:35

Meu amor,

É noite, no meu corpo,

 

É dia, nos teu seios.

 

13/08
06:23

Segundo o último botim clínico,

Está estável.

Bem

.

Assim assim.

 

Até ao último anonáceo conhecido, de seu nome

Em nome, se cada folha achada, se vestir

De abelha

Se vestir

De mentira

Ou de outra coisa qualquer

Ou mesmo, se vestir de enxada,

 

Se cada coisa achada

Dormir na cama alheia, na cama deitada

Sobre a areia

Pertinho, da porta

De

Entrada,

 

Se cada arma, for o engodo numa despedida madrugada

Se cada estrela, pertencer à estrada

Se cada janela,

Em cada palavra,

 

E, e se a abelha morrer?

 

13/08
00:14

12 agosto 2026

Cada aquário, suas gaivotas amestradas

Cada aquário, suas gaivotas amestradas

E os peixes, que voam, e os que deixaram

De voar,

Na infinita equação diferencial, ordinária

Dançante, com a canalha

Da escola primária

 

Se X é a incógnita, na abstracção vaginal

De uma abelha, escondida, encaixotada, a serpente

Na árvore despida, nua

Da outra, incógnita, a Z

O circo regressa, novamente

À cidade

 

E o poeta,

Vai olhar o eclipse de um olhar.

 

12/08
22:05