O verso acorda e sente
nos lábios,
o milhafre, ferido
no amanhecer, depois, são
tão estranhas,
as árvores, do meu viver
sempre envergonhadas do
vento, sempre
distantes da floresta.
07/09
10:10
Poesia & Arte
O verso acorda e sente
nos lábios,
o milhafre, ferido
no amanhecer, depois, são
tão estranhas,
as árvores, do meu viver
sempre envergonhadas do
vento, sempre
distantes da floresta.
07/09
10:10
A espuma do sorriso,
quando desce a calçada,
O silêncio de uma
espingarda, e a espada
Desalinhada, e espetada
Na palavra escrita, e já
morta
À lápide, ela pertence
Que da janela vê o livro
sombreado,
E poisado
Ou, talvez, esquecido
Sobre a mesa pedra de uma
mão, o sol dispara
Contra a ferrugem da
colmeia, quase em chamas, quase
Adormecida na noite em
contramão, e uma rua
Sem saída, acorda junto a
mim, e pega na minha mão.
07/09
01:08
Os olhos da chuva são as
janelas
do sorriso, da lua
e do mar,
são as flores, do teu
olhar
são a voz, a tua voz,
ausente
e sempre, sempre a voar
na já cansada noite,
o colchão é um grão de
areia
na longínqua, e distante
praia, praia da branca,
areia
lá me deitava, lá
inventava
a chuva envenenada,
a lágrima, chorada,
lá, lá eu brincava,
e lá, lá eu sonhava
que os olhos da chuva,
são
são o poema que procura,
a cama
e o beijo, e a mão
sobre o peito, da chuva.
06/09
22:35