Cachimbo de Água
Poesia & Arte
25 setembro 2026
Os rochedos do sono
Corre a espada em
direcção
aos rochedos do sono,
sei que não vou
conseguir, sei
que cada um do meu
sonhar,
é uma desilusão,
porque talvez eu seja um
falhado,
porque talvez,
o sono, não deseje
a espada,
que aportou no meu peito,
que sangra a vertigem
seiva do teu olhar.
Cada estrela que desenho
no teu corpo nu em mim,
é a última volta ao sol, na
morada nuvem
que está quase em
despedida, quase
quase em delírio.
E se me perguntares se
está tudo bem?
Não.
Nada está bem, em mim,
A não ser, ser
ser um falhado.
25/09
15:02
Vacuá
O corpo navalhado
capaz de gritar quando a
escuridão
é o ventre sentido do
cosmos e da
loucura alheia,
razão tem
o corpo que é quase vacuá
e
no difuso horário quando da
miséria,
já não toma conta dele, e
ele
inventa papagaios em
papel,
coloridos que
eles o são, e ele
vomita o vento,
o veneno
que amanhã,
tarde se faz,
e de nada lhe pertencer.
25/09
02:36

