16 setembro 2026

A jangada

Do outro corpo, da jangada ouvem-se outros mais

E muitos, corpos, zangados

São soldados de luz, têm na barriga quatro

Parafusos, de pressão

 

A São, então

Há quanto tempo, e agora, não

Porque somos muitos corpos, e as jangadas

Não sabem nada, nadar

 

Ao lume, o cigarro envenenado

A cama desfeita, em silêncio

Em outros

Corpos, doentes.

 

16/09
00:58

15 setembro 2026

Outro mar

Cada lágrima 

Do teu olhar 

É uma fotografia para 

O mar.

Cada mar 

Da tua fotografia 

Em segredo estar,

Cada lágrima 

Do teu olhar,

É uma fotografia para 

Outro mar. 


15/09

22:21

São os pássaros, o silêncio dos teus lábios É a escuridão, a voz Do teu cabelo

É o mel os teus lábios, na solidão do meu nome

Que nunca, tive, um nome (Cesariny de Vasconcelos?)

E a noite caía sobre os teus braços, das almas

Não aquelas que falam ou que são

(consultem as tabelas dos perfis metálicos), uma areia, sentia

O meu pé, que voava sobre o sorriso, do sol

 

São os pássaros, meu amor

O desejo quando tudo, tudo

Quase parecia, e sentia-o

Tudo perdido

 

São os pássaros, meu amor, a solidão

Das noites, e dos dias, das noites

 

Vadias, e perdidas, na tua mão.

 

São, são os pássaros, o meu amor

 

A melodia, do sono.

 

15/09
21:45

Em apenas 12 segundos perco a paixão do meu viver…