o que será, o abstracto
medo de te pertencer
e caminhar junto às
cascatas, dizer-te
o dizer, que a serpente é
apenas o outro lado da lua
no veneno, e na esperança
de também o ser, de
também
ter sido criança
o que será, se hoje
acordar, em ti, o desejar
vencer a corrida, e se
erguer perante a divindade
de saber, que o destino,
e que o perigo, de ter
de não ter conseguido,
também o ser
também procurar em ti, um
abrigo
ou até, quem sabe, um
outro destino
que enquanto fui menino,
enquanto
sentia o cheiro da erva,
e do musseque que tremia de frio
dentro de mim crescia a
sonolência de uma pedra, só
tão só como o são, todas
as pedras, sós
no abstracto medo de te
pertencer, não o sabendo
até, até o meu nome e o
meu viver.
16/03/2026, 05:23
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