16 março 2026

O fogo

Claro o fogo que dormia na cama do menino, tem no silêncio o olhar da chuva 

E na mão o dia quase estrela, a lua 

Distante do mar, cada rocha, um sorriso 

Na alvorada 


Ardem também as palavras que foram escritas por uma lágrima de luz, hoje pertencem ao jardim do meu sol 

Procurava nos teus lábios a tarde, sentada na tua boca 

Os teus beijos, espuma do além-mar 

E de outras equações 


E o pincelar do vento 

Na vidraça de um relógio quase gelo quando dorme o corpo na despedida de uma fotografia 

Cada sombra uma mão 

Na vertigem do dia.


Ribadouro, 16/03/2026 - 09:36


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