Claro o fogo que dormia na cama do menino, tem no silêncio o olhar da chuva
E na mão o dia quase estrela, a lua
Distante do mar, cada rocha, um sorriso
Na alvorada
Ardem também as palavras que foram escritas por uma lágrima de luz, hoje pertencem ao jardim do meu sol
Procurava nos teus lábios a tarde, sentada na tua boca
Os teus beijos, espuma do além-mar
E de outras equações
E o pincelar do vento
Na vidraça de um relógio quase gelo quando dorme o corpo na despedida de uma fotografia
Cada sombra uma mão
Na vertigem do dia.
Ribadouro, 16/03/2026 - 09:36
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