Sinceramente, entre tu
E
O
Ubuntu,
Prefiro, tu.
22/06
11:46
Me dizem os teus olhos,
quase que nada me dizem
Os teus olhos
Os olhos a quem escrevo,
quase que nada me dizem
E nem sei, nada eu
sabendo, se os teus olhos lêem o que eu lhes escrevo, no meu insaciável
escrever,
Me dizem os teus olhos,
quase que nada me dizem
O que poderão dizer-me os
teus olhos,
Se
Se os teus olhos nem sabem
da existência, dos
Meus olhos,
Me dizem os teus olhos,
que sou um tolo e um louco
Que quase nada me dizem
os teus olhos, tão pouco
Os teus olhos ouvem a
voz, dos meus olhos
Me dizem os teus olhos,
quase que nada me dizem
Os teus
Olhos,
Me dizem, me dizem os
teus olhos, que nada quase me dizem, a não ser, me olharem
Como se eu fosse um
mendigo, um miserável, e
E eu tenho vergonha, medo
Daquilo que os teus olhos
me possam dizer, me
Dizem os teus olhos, que quase
que nada me dizem
Os teus olhos.
22/06
11:34
Tão longe, ao longe a tua
mão
Mais longe ela está, está
do outro lado do mar
Está a tua mão tão longe
Longe está a tua mão do
meu sonhar
Tão longe ela está, está
longe a tua mão
Do outro lado do mar ela
estará
Está, tão longe que ela
está,
Está a mão do meu amar.
22/06
11:14
Se eu o soubesse, nada eu
sabendo
Nada,
Se eu soubesse o nome dos
teus seios, se eu soubesse
A que sabem os lábios dos
teus seios,
Se eu soubesse que rio
banha os teus seios, meu amor
Se o soubesse, nada eu
sabendo
Se eu soubesse a cor dos
olhos dos teus seios
Talvez eles sejam o
amanhecer,
Se eu soubesse, nada eu
sabendo
Meu amor, se eu soubesse
Que poema está escrito
nos teus seios, de que versos
São feitos os teus seios
22/06
11:06
A que sabem as cerejas
dos teus lábios, meu amor ausente
O que têm a primavera dos
teus lábios
E
Os teus lábios de tão
diferente
Para eu me encantar
Tanto me encantar
Com a cereja dos teus
lábios, meu amor amar
Meu amor e meu mar
22/06
10:55
Da ausência sentir o
ausente e temido, o outro lado do luar
Sentindo, tendo frio
Ser o mar
Ou ser um rio
Saber o significado de
ser, o outro também ausente
E também temido, nocturno
o seja
Cada escrever
E cada sorriso vertido
Na lápide do meu amar
Na ausência, o ausente e
temido
O outro lado do
Sentindo e o sentir
E saber que nunca haverá
montanhas em papel
Nem árvores de brincar,
nem rios a passear
No silêncio, a correr
para o mar
Para o mar ausente
22/06
04:37
Nos teus braços eu me
deitava, meu amor
Enquanto a noite se
despede das estrelas, eu te beijava
Meu amor, sentados junto
ao mar
Pegava na tua mão, e a
acariciava
Como se fosse uma caneta,
ou uma janela
Sentindo o vento, sentido
o chorar da lua
Em ti eu me deitava
De ti eu quero o silêncio
do teu olhar
Nos teus braços eu me
deitava, meu amor
E sabia que havia luz na
noite do meu sonhar
Sempre que pegasse na tua
mão
Para sempre que sejas o
meu amar
22/06
04:17
Natábius me amava, enfurecida
estava
A canção que que tocava
Que tocava, porque Natábius
me amava
Na conversa, nos poemas,
debaixo das árvores
Natábius me amava, ao
ponte de pertencer
Enquanto nunca o foi, ao
destino
Ao dispor de uma pequena
vírgula, sentindo
No frio a mão de Natábius
Que lia, e que me
abraçava
Natábius me amava,
sofrendo
E quando o queria, descia
E se deitava
Porque Natábius, me
amava.
21/06
22:04
No rio dos teus seios, o
mar dos meus lábios
Saboreando o mel dos teus
também lábios
A minha boca faminta,
lambe cada pedacinho dos teus seios,
Haverá um poema no rio
dos teus seios? Preciso, preciso de o saber,
E que nome tem esse rio e
esse poema, o rio dos teus seios
Que eu quero lamber
E neles escrever,
Com a minha boca em chama.
21/06
16:16
Que noite, esta
Que noite foi esta
Tão triste
Sem festa
Esta noite
Que foi quase noite funesta
Da ausência em cardume
As frestas da prata
No beijo do lume
Que noite foi esta
Sem sesta
Festa
Que noite esta
Que noite foi esta
Que dia já o é
Esta noite
Esta.
21/06
06:04
Ao plasma quântico que o teu corpo incendeia
No teu corpo a charrua
mão
Que acaricia e que semeia
No teu corpo que
incendeia o coração
21/06
05:57
a culpa é do ubuntu, no
entanto ainda tenho alguns pedacinhos de néons e de neurónios, um ou dois
para te desejar,
sonhar
primeira revolta, cada
poema que te escrevo, no oceano pacifico começa a tocar,
i don't want to/toni
braxton
estranho, pá
estranho
e mais estranho ainda, é
sudo apt install
kde-plasma-desktop -y
ou não é
depende da fé
se está sentado
de pé
se já comeu e se já bebeu
e se já foi hoje fodido
por alguém ou um por
qualquer ateu
e falando em céu
hoje fui ao céu escrever
na mão de deus
uma palavrinha apenas,
sim
20/06
18:50
Onde estão,
Como estão,
Onde moram,
E o que comem os teus
seios,
A que rio pertencem os
teus seios,
O que sentem,
Como brincam,
Os teus seios,
Onde estão,
Como são,
Os teus seios,
Na primavera do teu
corpo.
20/06
16:32
Tenho fome dos teus seios
meu amor
Tenho sede da tua boca e
dos enseios
Tenho frio da tua mão
E tenho o silêncio dos
teus beijos
Tenho flores para te
oferecer
Tenho fome dos teus seios
meu amor
E tenho sede da tua boca
meu amor
No meu corpo a arder
Tenho a noite dentro da
noite
Tenho virgulas loucas que
não quero utilizar
Tenho estrelas para te
desenhar
No teu corpo meu amar
No teu corpo em mim
entrar
Tenho uma mão para o teu cabelo
afagar
E tenho a outra mão para
o teu rosto tocar
Tenho fome dos teus seios
meu amor
Tenho sede da tua boca e
dos enseios
Tenho frio da tua mão
Quando o dia acontece
E cresce
Dentro do coração
20/06
02:43
Quando o rio não corre
para o mar
Quando o mar deixou de
ser o mar, e agora
É uma minimaré
Talvez,
Quando o pénis louco no
seu acordar
Quanta espuma e quanto
mar
Quando a lua já nem tem
luar
E o luar agora é,
Quando o mar não abraça o
rio no seu correr
E da fragrância do olhar tanta
é a luz
Do outro pobre mar
Quando o mar já não é o
mar e agora é,
Quando o rio não corre
para o mar
Quando o mar deixou de
ser o mar
Quando a luz em seu erguer
anseia ser o mar
O mar que odeia o mar que
deixou de ser o mar.
20/06
00:25
Não preciso de nada, só
preciso de ti
E de uma enxada
Para cavar a terra
invisível e do capim
Não
Não preciso de nada, só
preciso de ti
E de um jardim
Para me sentar
Para te olhar
Para te dizer,
Não preciso de nada, só
preciso de ti
Em meu viver
Na minha madrugada.
Não preciso de nada.
20/06
00:09
Hortênsia aprisionada num
círculo de vidro
Mergulhada na água
Sentindo o perfume da
maré
Sendo o estar
No estar sem fé
De pé
A pé
A caminhar
Hortência flor milenar
Do esconderijo de uma mão
Sangrando o odor de uma
hortência em fúria e em dor
Que sempre que alguma
coisa lhe perguntam ela responde não
Não
Não
Eu não sou uma hortência
em dor
Nem o mar da tua mão
Porque sim senhor
Sou hortência e sou a luz
da noite antes de acordar
Mas não sou a hortência
do teu amor
Nem do teu mar
Não
Não
Nunca serei a hortênsia
do teu sonhar
Nem a hortência do teu
amar
19/06
16:20
Se o vento sofrido
Deixasse de o ser
Sendo apenas vento
Sendo apenas o querer
Da raiz do pensamento
Quando o vento é não ter
O vento sofrido
E perguntem ao vento se
ele quer ser o vento
Perguntem-lhe com
delicadeza
Deixasse de o ser
Ser o vento de sofrer
E passasse a ser
Apenas vento sem o saber
Se o vento sofrido
Deixasse de o ser
Sendo apenas vento e o saber
Que este vento não quer
mais ser
Nem vento nem o sofrer
19/06
16:11