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segunda-feira, 25 de março de 2024

O Douro deslumbrante

 

É tudo o que tenho para oferecer aos meus leitores, algumas palavras e imagens de uma das regiões mais lindas de Portugal; o Douro.



 

(Francisco)


quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Montes

 

Dos montes

Onde vivemos

Das fontes

De onde bebemos

 

Da fotografia

Que tiramos

No dia

Que temos

 

Dos montes

Onde vivemos

Nos horizontes

Que prometamos

 

Nos montes

Que amamos

Nas pontes

Que procuramos

 

 

25/01/2024

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Somos o amor


Somos dois rios

Dois mares

Dois braços escondidos na neblina

Somos duas árvores

Duas flores do jardim

Somos duas estrelas

Dois sóis

Ou duas luas,

 

Somos duas mãos

Entrelaçadas em duas mãos

Somos dois dedos perdidos numa folha em papel

Somos dois poemas

Somos dois dias

E duas noites,

 

Somos duas pontes

Sobre os dois rios

Que também somos,

 

Somos duas palavras

Somos o amo-te

E somos o desejo-te

Somos a terra

A tarde

Somos a cidade

Quando é absorvida pela insónia,

 

Somos a água

Somos a chuva

A neve

E a geada

Somos a janela

Somos o mar

Somos a areia…

 

Somos duas línguas de fogo

Somos a lareira

Somos a ausência

Quando nos deixam com uma máquina fotográfica

Somos a paisagem

Somos o retracto

Somos o cigarro,

 

Somos o amor!

 

 

23/01/2024

 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Paisagens do sono


A paisagem despede-se de mim.

Sinto as estrelas poisarem em cada gotícula de suor do teu corpo,

Deito sobre ele a minha desnorteada cabeça,

E regressa o sono do Oriente…

Sonho com pássaros,

Sonho com barcos,

Ínfimas imagens travestidas de loucura absorvem-me,

E sou forçado a fugir para outras paragens sem escuridão.

 

 

Francisco Luís Fontinha

terça-feira, 17 de Maio de 2016

sábado, 6 de dezembro de 2014

Migalhas


As migalhas do teu suor
quando há nuvens com fome
e esqueletos sem nome...
os tentáculos da tua dor
mergulhados na calçada do Adeus
há uma rosa
há uma flor
que a noite alimenta
e não quer
na lareira da solidão
mas só as estrelas conseguem
desenhar na tua mão,
há uma paisagem sem amor
no sorriso de um caixão
há jardins embriagados esquecidos na escuridão
as migalhas do teu suor
quando há nuvens com fome
e esqueletos sem nome...
há ossos de papel voando na madrugada
que só o amanhecer consegue parar
há barcos infelizes
e há barcos apaixonados...
mas as migalhas do teu suor
são os alicerces da cidade dos pássaros aprisionados.



Francisco Luís Fontinha – Alijó
Sábado, 6 de Dezembro de 2014

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

casa imaginária

foto de: A&M ART and Photos

encerraram-se as torneiras da saudade
como se evaporaram os cortinados do desejo
num ápice
entre nuvens e corações de pétalas encarnadas
fiquei sem o jardim da felicidade
e apenas um banco onde me sento
e observo a triste paisagem
nua
escura
sombria
como um calendário esquecido no tabique adormecido
da casa imaginária onde apareceste pela primeira vez


(não revisto)
@Francisco Luís Fontinha – Alijó
Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013