domingo, 30 de outubro de 2022

Monstro

 

Este monstro que sou

Que cresceu dentro do meu peito

Este monstro que fui

E voa como voam os sonhos

E morre como morrem todos os sonhos

 

Este monstro que sou

E semeia as palavras nas tuas mãos

Que desenha monstros no teu olhar

Este monstro

Que sou e fui

 

E serei

Enquanto o mar se despe e envenena a noite

Este monstro

O meu monstro

Que fui que serei que monstro será eternamente enquanto houver luz

 

 

 

Alijó, 30/10/2022

(palavras e quadro de Francisco Luís Fontinha)

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