É horrível, frágil
Sentir o estranho, pedir
a um estranho
Viver acreditando
Que cada estranho, não passa
disso
De um estranho
O estranho, estranho é eu
saber que sou um estranho, vivendo neste estranho, que sou eu
Sabendo que a morte, se o
é, pertence ao xisto
E à voz, que semeia na
areia
O som de um estranho, que
coxeia
E que se passeia, na
areia
É horrível, frágil
Ser, e o ter
Sentado, o abstracto
aledo, o medo
Pedir ao destino, um
menino
Com tino, com tino
E com outro destino,
dizendo, porquê?
Se a voz morreu, se os
olhos não são nem estrelas, e estrelas
Como o céu, na voz que
procura a bruma
Maré, sideral, o drama
O drama de uma colmeia
09/06
22:36
