Entre as pétalas e as pétalas,
em papel
Que a hipótese, a não ser
o infinito, vergo-me
Envergonhado de o ser, a lágrima
de fogo
No peito deitada, deitada
ela está e sofrendo
Até que o rio seja o dia
da rua empedrada, que foi calçada
Distante, também como eu,
ela está envergonhada
De mim,
De o ser
A semente na terra
virgem, a semente durante o sacrifício
Desejar que a outra porta
deixou de o ser, e agora
Capaz de se erguer, se
ergue, e levita
Sobre as pétalas, em
papel
09/06
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