Daqui a pouco é dia
Daqui a pouco é vento de nortada
É alegria
É quase uma mão na boca do corpo
Que se desenvolve e que descansa
Que orgulho em ser libertado
E
E daqui a pouco é vento
E é dia de um dia na semana de um guarda-chuva
Que tinha e que sentia
Lisboa na algibeira
Que tinha a luz do mar
Rua e sentir o ter de um dia
Depois vou tocar na alvorada
Na esquina do amar o que não é amar
É silêncio
É quase dia o evangelho diurno do dia
Que eu o seja
Que eu nunca a tenha nas páginas de um rio
Saturno menino saturados sejam os teus olhos
Pelo veneno frio e gélido de um relógio
Que tinha na cabeça um pedaço de pedra
Que sabia
Sentia o pouco que daqui é dia.
Francisco
14/05