Não terminou ainda a luz do mar que eu não tenho nem viver
Se vivendo eu o quisesse
E temesse ser a corda da última forca
Ou a bala disparada
A carta recebida
Não terminou ainda a luz do mar que eu não tenho nem viver o sentir
Despido e que hoje é dia de uma fotografia
Não terminou
O fogo e o sentir do outro relógio amputado e não mais acreditar no silêncio
Que a escuridão do mar é quase a mesma coisa do que a razão
E o que sobrou?
Da luz do mar...
Francisco
13/05
19:18