domingo, 27 de novembro de 2022

Barco rabelo

 És o poema que abre a porta da manhã

Vulcão que acorda a cidade do vento

Palavra que traz o mar

És poema ao acordar

Que brinca no meu pensamento.

 

És silêncio do meu pobre olhar

Jardim onde sepulto o meu corpo de brincar

És canção

Neste pobre coração

És o meu poema ao levantar.

 

És foguetão

Rumo ao luar

Barco rabelo em círculos solares

És flor e muitos mares

Nos mares de amar.

 

 

 

 

Alijó, 27/11/2022

Francisco Luís Fontinha

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