Na sombra de um azul eu
espero o sono
Da boca do encarnado eu
retiro o cio
E o semeio
No sexo do castanho,
Ao cor-de-rosa pertence a
vagina
E que é tão bom o amarelo
branco do esperma sobre a pele
Quando o azul em sombra
me traz o sono
E a vontade de ser apenas
o negro ou o lilás da serpente,
O verde na espuma
cinzenta de um seio em lágrimas
O encarnado às turras com
o verde-alface da vizinha do terceiro esquerdo
E a boca do encarnado
lambe-a,
Na sombra de um azul eu
espero o sono
A flor de pétalas
coloridas escorrega e cai e quebra a janela dos testículos
Ouve-se o silêncio do círculo
de Mohr
E agora sim a tela está
uma bela merda.
Francisco
11/05
19:04
