11 maio 2026

Na sombra de um azul eu espero o sono

Na sombra de um azul eu espero o sono

Da boca do encarnado eu retiro o cio

E o semeio

No sexo do castanho,

 

Ao cor-de-rosa pertence a vagina

E que é tão bom o amarelo branco do esperma sobre a pele

Quando o azul em sombra me traz o sono

E a vontade de ser apenas o negro ou o lilás da serpente,

 

O verde na espuma cinzenta de um seio em lágrimas

O encarnado às turras com o verde-alface da vizinha do terceiro esquerdo

E a boca do encarnado lambe-a,

 

Na sombra de um azul eu espero o sono

A flor de pétalas coloridas escorrega e cai e quebra a janela dos testículos

Ouve-se o silêncio do círculo de Mohr  

E agora sim a tela está uma bela merda.

 

Francisco

11/05
19:04