11 maio 2026

Aos dias aflitos, uma salva de palmas

Aos falsos amigos, uma salva de palmas

A todos os gajos que fumam haxixe, uma salva de palmas

A todos os labregos, uma salva de palmas

Aos pedacinhos de granito que nunca serão diamante, uma salva de palmas

Ao Cu de Judas de A. Lobo Antunes, uma salva de palmas

Ao pilau, uma salva de palmas

 

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era o sítio mais lindo do meu silêncio sítio

Era a noite mais alegre e mais bela do circo

Era a rua mais florida da aldeia

Era a casa mais azul do azul e mar e céu

Era a montanha mais alta do planeta terra

Era o poema mais belo dos poemas de inverno

Era o frio mais frio do que o frio do rio

Era a boca mais aparvalhada de todas as aparvalhadas bocas

 

E era a mais estúpida das estátuas que às vezes se fazia

 

E fazia-se de estátua.

Estou curioso, Gunter Grass.

Curioso.

 

Francisco

11/05
18:46