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14 dezembro 2016

Um dia



Um dia vou regressar
Aos teus braços,
Minha terra prometida!
Um dia vou cortar estes laços
Que me aprisionam à maré esquecida…
Sem tocar no mar,
Sem tocar nos teus lábios entre abraços
E multidões em fúria,
Um dia,
Um dia vou regressar
Para nunca mais voltar,
Sentir a lamúria
Dos espelhos prateados,
Um dia,
Um dia vou libertar todos os corpos cansados…
Aos teus braços)
Nos teus abraços)
E não vou chorar,
E não vou brincar…
No teu triste olhar.


Francisco Luís Fontinha
14/12/16

16 julho 2014

Terra prometida


A terra que te prometi, existirá?
o chão lapidado onde rolavam dois corpos de arame, como era o seu nome...
esqueci o significado de noite,
esqueci o horário nocturno das avenidas em flor,
a terra, a terra que te prometi... não, nunca, nunca mais a observei,
antes brincávamos como duas crianças em frente ao mar,
e hoje,
e hoje o chão lapidado onde habitavam os nossos corpos deixou de existir,
havia uma cama fictícia com duas lanternas de silêncio...
havia um apito que assinalava a nossa partida,
partir,
não regressar, nunca, e nunca mais a observei.



Francisco Luís Fontinha – Alijó
Quarta-feira, 16 de Julho de 2014