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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

8 milímetros de tédio entre quatro paredes de vidro


A cena passa-se dentro de um carro
uma avenida despida
duas miúdas giras
e um charro
o charro come o carro
e sem roupa
a avenida
finge orgasmos no rosto das miúdas giras
eu estou sentado
na pastelaria
à janela
à deriva
espero espero e espero
e ela não vem
e ela sentada invisível na minha mesa
choram choram choram as luzes cansadas do silêncio meu destino
as duas miúdas giras
e um charro
dentro de um carro
à deriva na avenida
sem roupa
despida
que puta a minha vida
sem carro
sem miúdas giras
que fingem orgasmos no rosto do charro
que puta
a minha
que puta de vida esta de estar sentado na pastelaria
abandonado
nos cornos da avenida...
nua
tua
perdidamente despida
a avenida Sá Carneiro.

(poema não revisto)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pastelaria azul


A pastelaria azul com pergaminhos de açúcar
abandonada no centro da avenida
uma cadeira vazia
apaixonada pelas palavras de mel
que poisam sobre as mesas de amêndoa,

Felizmente faço parte deste mobiliário literário
onde te sentas
e pensas nos sonhos desenhados sobre a areia da infância
oiço-te
e oiço-te murmurar nas longínquas rochas que me amas,

E adoras
e entrei nos teus sonhos como os pergaminhos de açúcar
e a avenida se veste de loiro poema em delírio
à tua mão de silêncio as gaivotas entre os sorrisos da noite
há uma janela para te vestires com os gemidos dos cacilheiros,

E adoras
as flores de abelha em papel com migalhas de vidro
das caricias muitas que a luz constrói no teu corpo
e felizmente faço parte deste mobiliário literário
que é o teu corpo de açúcar deambulando no centro da avenida...

(poema não revisto)