sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Na penumbra tua casa


Fontinha
 
Na penumbra tua casa
Me esqueço do viver
Me esqueço da Primavera
E dos pássaros a correr,
Na penumbra tua casa
Sinto o odor do sofrimento
Saltitando entre os cortinados da dor
E o vento,
E o amor?
Agachado junto ao mar
Esperando o regresso da maré,
Na penumbra tua casa
Sei que habitam esqueletos de papel,
Mãos de areia
E pedacinhos beijos ao luar,
Há na penumbra tua casa
O silêncio da morte
Sem sorte
Descendo a montanha do sonho,
E hoje, na penumbra tua casa,
Esconde-se uma gaivota colorida,
Engraçadinha,
Esperta
E que urge libertar,
Do medo,
Da noite
E dos telhados de colmo,
Na penumbra tua casa,
Meu amor,
Nada mais irá acordar…
 
Francisco Luís Fontinha
sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016

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