Aqui o oiço
descendo aos caboucos
do inferno de candeia
na mão, descendo,
fingindo sorrir
às cânforas andorinhas em
papel que se afligem,
que escutam da algibeira
do entardecer,
o vento, e a primavera de
sentir
e de viver, o
esquecimento,
o tempo,
e a demolição austera da
fortuna.
Aqui o espero,
e o oiço camuflando a
razão
se existe razão,
para ouvir o sono,
ou para brincar, ou até,
quem sabe,
para conversar,
melhor do que a insónia,
não há,
há.
Marés de papel
comparadas com infinitas
linhas,
elásticas, sabendo
eu que o memento
elástico,
sabendo eu que o
momento plástico,
sabendo eu que o colapso
é e só,
um até já, ou,
ou até, um adeus,
um,
fim-de-semana
dentro de um cubo,
e este, dentro de um
perfil
em aço S355, ou até,
o Herberto
às quadro da manhã,
conversando comigo,
e eu, e eu acreditando,
que sim, sim.
há.
Há princesas
e há momento
flector na curva,
e na cuequinha,
línea, da mão, elástica,
na mão do diagrama
de esforços,
em newtons nos
kilonewtons da
cansada mistela que é,
o dia verso a noite; quem
ganha,
ao final do dia?
O dia, claro.
Ninguém diz,
quem ganha,
ao final da noite?
Só no casino, e
raramente,
na cama.
Aqui o oiço, coitado.
05/10
23:31