20 setembro 2026

A última noite

A serra no silêncio da última noite, havia uma fotografia que não tinha motor nem maré ausente para beijar o fogo, e a noite era quase orvalho quando o fogo brincava na rua, não era 

A serra a luz que eu procurava, e também 

Não era a noite a paixão que sobre mim, caiu.


E o pincelar da chuva na boca faminta da serra, era o dia na esquina do amar,

Ruas depois, as palavras eram árvores no chão da tarde, mas 

O meu sonhar pertencia ao vento, e ele 

O levou para outro mar, não 

Não sei como se chama esse mar, e esse vento 

Porque o fogo era apenas um pássaro, que voava 

Na ausência do ser.


20/09

09/07