De lobo o ser, em pele de
cordeiro, o viver.
Desce o rio a calçada,
sobe a calçada, o rio
É no tempo e é no sítio, o
ter
Ter um corpo, com muito
frio.
E vai o rio, e vem a espada
No punho, e no sentido
vento
Que da palavra, nascerá
nova madrugada
E um novo alento.
Vai à escola, o jumento.
De lobo o ser, em pele de
cordeiro, o viver
Na garagem de um sargento,
Sobe, sobe este rio desce
a calçada
Quando a mão deixa de
pertencer
Às garras da alvorada.
20/09
02:27