20 setembro 2026

De lobo o ser, em pele de cordeiro, o viver.

De lobo o ser, em pele de cordeiro, o viver.

Desce o rio a calçada, sobe a calçada, o rio

É no tempo e é no sítio, o ter

Ter um corpo, com muito frio.

 

E vai o rio, e vem a espada

No punho, e no sentido vento

Que da palavra, nascerá nova madrugada

E um novo alento.

 

Vai à escola, o jumento.

De lobo o ser, em pele de cordeiro, o viver

Na garagem de um sargento,

 

Sobe, sobe este rio desce a calçada

Quando a mão deixa de pertencer

Às garras da alvorada.

 

20/09
02:27