Na terra é da palavra
semeada
quando a chuva é o filho
que a ribeira
lançou sobre o capim
na lâmina cansada de uma
caneta,
a tua mão está em brasa,
no lume ciúme
que afugenta a luz e
esconde na sílaba,
o destino
a tua mão,
nem lhe toco, sequer,
na invisível ciência do
pescador,
dentro do rio, de
espinhada na mão,
toco-te.
E te sinto,
e que te quero,
e que te beijava
inventando no poema
pombas coloridas, e
desenhava no céu
estrelas de muitas cores,
todas elas.
Com um nome,
e todas elas nas
distintas
flores e dos olhares da
serpente,
que da profundeza do mar,
se amar
se ergue e que nunca mais
caminhará junto ao rio,
descendo,
e subindo
a rua,
a calçada
ou ainda,
ou ainda
depois da morte,
ser o destino de uma
pedra,
de uma lágrima ou de um
punhado de erva,
de erva também ela,
a morte,
a morte dela.
26/07
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