A esfera, a espuma
inversa, o
orgulho cometido e
despido da imagem no espelho, a lima
afasta o silêncio da mão
da espada
a lírica cansada
e afectiva do despertar
do viver
no estar.
Ninguém percebe a razão e
a mão
que afasta a sombra e que
é a forma e
o beijo
no corpo sentido
do corpo e do desejo.
A chuva, que transporta a
fuga,
e a janela e a porta
de acesso à esfera
no corpo e do corpo, na
lua dispersa pelo
tecto da algibeira, o rio
assaz e
transvertido de medo
de sono
e a confusa campânula
e quase mínima distância
percorrida
o ter-te
o abraçar-te
na miséria da minha vida.
25/07
20:13