25 julho 2026

A chuva, que transporta a fuga

A esfera, a espuma inversa, o

orgulho cometido e despido da imagem no espelho, a lima

afasta o silêncio da mão

da espada

a lírica cansada

e afectiva do despertar

do viver

no estar.

 

Ninguém percebe a razão e a mão

que afasta a sombra e que é a forma e

o beijo

no corpo sentido

do corpo e do desejo.

 

A chuva, que transporta a fuga,

e a janela e a porta

de acesso à esfera

no corpo e do corpo, na lua dispersa pelo

tecto da algibeira, o rio assaz e

transvertido de medo

de sono

e a confusa campânula

e quase mínima distância

percorrida

o ter-te

o abraçar-te

na miséria da minha vida.

 

25/07
20:13