Quando leio o teu corpo nu na solidão abstracta
Da chuva mão que banha os teus seios
E semeia nos teus olhos
A madrugada já extinta
Já amordaçada
Na água gélida do húmido teu corpo,
O dia corre na infinita e quase flor
E aperta o teu cabelo sentindo
O vento e o desejo
E a dor inventando na sombra
O destino, o meu
Em amar-te,
E não me canso que às vezes tão cansado estou
E faminto o serei eternamente
De ler o teu corpo nu na solidão abstracta da chuva mão
Sentir-te, amor meu
Não poder eu te tocar
Como se a minha mão fosse uma nuvem de algodão.
25/07
12:49