25 julho 2026

A solidão abstracta da chuva mão

Quando leio o teu corpo nu na solidão abstracta 

Da chuva mão que banha os teus seios 

E semeia nos teus olhos 

A madrugada já extinta 

Já amordaçada 

Na água gélida do húmido teu corpo,


O dia corre na infinita e quase flor 

E aperta o teu cabelo sentindo 

O vento e o desejo

E a dor inventando na sombra 

O destino, o meu 

Em amar-te,


E não me canso que às vezes tão cansado estou 

E faminto o serei eternamente

De ler o teu corpo nu na solidão abstracta da chuva mão 

Sentir-te, amor meu

Não poder eu te tocar 

Como se a minha mão fosse uma nuvem de algodão.



25/07

12:49