23 junho 2026

O azul morreu, o vermelho Cresceu

O azul morreu, o vermelho

Cresceu

Na branca tela de um corpo

O verde, pincela os seios

Sabendo que o amarelo gravita à volta

Da vagina prateada, quase oiro

E quase alvorada

 

O preto, na cinza vergonha de o ser

Esconde-se na linfática e ausente pedra-pomes

Querendo o mar ser azul, sabendo que o azul morreu

Que não há mais azul no céu

Nem na terra

Nem na galáxia

Ou em negro buraco que se preze, e o seja.

 

23/06
04:40