O azul morreu, o vermelho
Cresceu
Na branca tela de um
corpo
O verde, pincela os seios
Sabendo que o amarelo
gravita à volta
Da vagina prateada, quase
oiro
E quase alvorada
O preto, na cinza
vergonha de o ser
Esconde-se na linfática e
ausente pedra-pomes
Querendo o mar ser azul,
sabendo que o azul morreu
Que não há mais azul no
céu
Nem na terra
Nem na galáxia
Ou em negro buraco que se
preze, e o seja.
23/06
04:40