Ao som do clitóris, o
corpo quase vento
Entrando na escuridão do
desejo
Na mão do pensamento
Esconde o beijo
E o ensejo de ser
O corpo quase vento
Quase não ter
Abraço ou alimento
Que às espadas
desmensuradas, que ontem sabiam a cor
Da espuma cinzenta
Que embrulha o amor
Ao som do clitóris, uma
rosa em seu sorrir
Tão contente que até
encanta
O barquinho que vai
partir.
23/06
04:30