23 junho 2026

Ao som do clitóris, o corpo quase vento

Ao som do clitóris, o corpo quase vento

Entrando na escuridão do desejo

Na mão do pensamento

Esconde o beijo

 

E o ensejo de ser

O corpo quase vento

Quase não ter

Abraço ou alimento

 

Que às espadas desmensuradas, que ontem sabiam a cor

Da espuma cinzenta

Que embrulha o amor

 

Ao som do clitóris, uma rosa em seu sorrir

Tão contente que até encanta

O barquinho que vai partir.

 

23/06
04:30