À noite meu anjo, não te desejarei mais
Do Tejo ao cansaço, do breu
Definido e confuso ao léu
O abismo é quase gelo
A sensação de estar morto, habitualmente
Dentro do caderno negro, a luz é vento e é a melodia do olhar
É a palavra escrita
Sentida
E semeada
À noite meu anjo, não te sonharei mais
Cada sombra aprisionada na alvorada
E o pincelar da chuva
Sobre a maré é
À noite meu anjo, não te quererei mais
São todas as coisas que eu apenas tenho
Tinha
As saudades
O silêncio
A ausência
Não
À noite meu anjo, não mais
Serás poema.
23/06
08:03
(Ribadouro)