Às voltas com a roda anda
A roda, que às vezes é
dentada
Que outras tantas vezes,
não é nada
Que cada parafuso
apertado
É alegria no convento
Que cada flor envenenada
É a metáfora da primeira
lágrima
Às voltas no rosto da
gruta
À roda com a roda
Há chuva na eira
Há
Às voltas com a roda
A roda que nem sempre
roda
Que cada lágrima chorada
É uma luz apagada
É
São
Meia-dúzia de laranjas
Meia-grande com cerejas
Gosto de laranjas
E odeio cerejas
E rodas dentadas
À roda com a roda
A roda, que às vezes roda
Que outras tantas vezes
não quer rodar
A roda
E um dia a roda vai parar
11/06
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