11 junho 2026

Três espadas cravadas no peito sentindo

Três espadas cravadas no peito sentindo

O frio ardente da dor

Três espadas sangrando, a deus pedindo

Luz e cor

 

E o peito do homem sofrendo

Em ferida nuvem no silenciar nocturno infernal

Há estrelas no céu chorando

E da terra pedras são vestidas de mal

 

Três espadas sentidas

Na pele difusa do olhar

E o corpo, coitado, com muitas feridas

E uma enorme vontade de voar

 

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