A voz era erguida
Na curva viva da vida
A voz era sentida
Assistida e assumidamente
perdida
A voz que era gigante
Tão o era como a morte de
muita gente
Que vive e teima e que
sente
A morte de outra tanta gente
A voz que mente
A voz que escreve na noz
e em vós este meu ser ausente
De tão longe que vim e
que fui e que sou um vidente
Na curva a última jangada
para o além lactante
Amém menino
O néon quase a voz do
destino
A voz era erguida no
lamento do sino
Que a torre o tenha em
descansado deus e tino
Que a voz era erguida
Na curva viva da vida
Que a voz sabia e
percebia e que era também sentida
Na estrada da vida e na
morte vida que viva.
31/05
21:15