Na alvorada manhã o que dizem os teus olhos, meu amor
Se alguma coisa dizem os teus olhos, mas o vento
Haverá de me trazer o fogo dos teus seios, e incendiar a luz do mar
Sempre que o sono for o dia e a noite, a tarde no silêncio de uma fotografia
Nos sais de prata da insónia
Na alvorada manhã, meu amor
A doce tua voz nos lábios do universo
Que é quase um verso
No toque de uma mágoa, não
Não me canso de te sonhar
E de te amar
Procurando nas frestas nocturnas do clitóris da última figueira, o teu orgasmo, quase neve
Sobre o meu sexo, quase luz
Na alvorada manhã, e te pergunto
O que dizem os teus olhos, meu amor.
01/04/2026, 19:06