01 abril 2026

Na alvorada manhã o que dizem os teus olhos, meu amor

Na alvorada manhã o que dizem os teus olhos, meu amor

Se alguma coisa dizem os teus olhos, mas o vento

Haverá de me trazer o fogo dos teus seios, e incendiar a luz do mar

Sempre que o sono for o dia e a noite, a tarde no silêncio de uma fotografia

Nos sais de prata da insónia 


Na alvorada manhã, meu amor

A doce tua voz nos lábios do universo

Que é quase um verso

No toque de uma mágoa, não

Não me canso de te sonhar

E de te amar


Procurando nas frestas nocturnas do clitóris da última figueira, o teu orgasmo, quase neve

Sobre o meu sexo, quase luz

Na alvorada manhã, e te pergunto

O que dizem os teus olhos, meu amor.


01/04/2026, 19:06