01 abril 2026

Tempo de um guarda-chuva acorrentado de ser libertado do mar, mas

Tempo de um guarda-chuva acorrentado de ser libertado do mar, mas

O sorriso da tempestade quer que eu apenas faça do dia

O pôr-do-sol

No olhar de uma andorinha

Faminta


Os teus olhos são os meus poemas, que também são quase delírio

No cansaço pincelar da manhã

O universo é capaz de ser um pedaço da chuva, quando

O teu corpo é quase uma mão na boca do meu sol

Porque não vou conseguir estar na esquina do meu desejo


Sem tempo no toque, mas o vento semeou na alma da morte o fogo que deixei no teu ventre

A cama ausente, na ausência da última viagem

Que seduz o teu alegre muro disfarçado de tinta

E escrevo, e pertenço ao jardim

No inferno sonhar


Tempo de um guarda-chuva acorrentado de ser libertado do mar,

No voar de uma mágoa poisada sobre o meu nome, eu Francisco

Mil estrelas no teu sexo, outra margem

No toque de uma fotografia, sentia

A luz do clitóris que floresce na flor do mar.


01/04/2026, 22:54