Tempo de um guarda-chuva acorrentado de ser libertado do mar, mas
O sorriso da tempestade quer que eu apenas faça do dia
O pôr-do-sol
No olhar de uma andorinha
Faminta
Os teus olhos são os meus poemas, que também são quase delírio
No cansaço pincelar da manhã
O universo é capaz de ser um pedaço da chuva, quando
O teu corpo é quase uma mão na boca do meu sol
Porque não vou conseguir estar na esquina do meu desejo
Sem tempo no toque, mas o vento semeou na alma da morte o fogo que deixei no teu ventre
A cama ausente, na ausência da última viagem
Que seduz o teu alegre muro disfarçado de tinta
E escrevo, e pertenço ao jardim
No inferno sonhar
Tempo de um guarda-chuva acorrentado de ser libertado do mar,
No voar de uma mágoa poisada sobre o meu nome, eu Francisco
Mil estrelas no teu sexo, outra margem
No toque de uma fotografia, sentia
A luz do clitóris que floresce na flor do mar.
01/04/2026, 22:54