16 março 2026

Serei a sanzala quando ainda criança, voava nos lábios de uma mangueira

Serei a sanzala quando ainda criança, voava nos lábios de uma mangueira

Que não sabia o que era a paixão, ou até

O teu corpo em poesia

E tanta coisa que eu não sabia

 

Não sabia que autocarro da carreira, era

Machimbombo, e também não sabia, e o dizia

Que as gaivotas eram de pura porcelana virgem

E que transportavam no bico

 

A espuma do teu corpo, que naquela altura

Eu ainda nem te conhecia, mas adivinhava, e sabia

Que um dia

Eu, que um dia eu te encontraria

 

E te amava, serei a sanzala do veneno que se esconde no sexo de uma abelha, todo aquele mel, e ao longe os seios, e a aldeia

Besuntados e besuntada

Porque a palavra eu ainda não sabia

Nem as letras conhecia

 

Nem sabia que um dia te encontrava

………………….

 

(isto é, estou tão cansado que não me apetece continuar com esta treta, a última vez que folguei faz hoje oito dias, e só vou novamente folgar, quarta-feira, isto é, se o Óscar não ficar maluco, e dar comigo em maluco)

 

Alijó, 16/03/2026 – 21:24