Serei a sanzala quando
ainda criança, voava nos lábios de uma mangueira
Que não sabia o que era a
paixão, ou até
O teu corpo em poesia
E tanta coisa que eu não
sabia
Não sabia que autocarro
da carreira, era
Machimbombo, e também não
sabia, e o dizia
Que as gaivotas eram de
pura porcelana virgem
E que transportavam no
bico
A espuma do teu corpo,
que naquela altura
Eu ainda nem te conhecia,
mas adivinhava, e sabia
Que um dia
Eu, que um dia eu te
encontraria
E te amava, serei a
sanzala do veneno que se esconde no sexo de uma abelha, todo aquele mel, e ao
longe os seios, e a aldeia
Besuntados e besuntada
Porque a palavra eu ainda
não sabia
Nem as letras conhecia
Nem sabia que um dia te
encontrava
………………….
(isto é, estou tão
cansado que não me apetece continuar com esta treta, a última vez que folguei
faz hoje oito dias, e só vou novamente folgar, quarta-feira, isto é, se o Óscar
não ficar maluco, e dar comigo em maluco)
Alijó, 16/03/2026 – 21:24