Não te percebo, entender o nome do vento
Que em nada, de nome, tem
Pois, talvez
Um dia, olha, talvez
amanhã
Seja o dia mais lindo,
mais belo e com poesia
O meu dia, meu amor
Se de amor poderei falar,
escrever
Desenhar, e de tanto o
ler
Talvez, talvez amanhã eu
seja o pássaro
Mais feliz da gaiola
Ou o peixe mais louco,
deste louco aquário
Talvez amanhã, pois
Olha, não dizes nada?
Nada que o sou, mais
Menos, menos
E menos com menos, dá
mais
Mais
Mas, mais o quê, meu amor?
Se a terra é uma jangada
sobre o vácuo, dos
Seios loucos, em vácuo,
na chuva
Não te percebo, entender o
nome do vento
E tanto, tanto que eu
quero te perceber
Como percebo um pouco, um
pouquinho
De matemática, de física,
de mecânica, de carpintaria, de serralharia, electricidade, e talvez, talvez um
dia, um dia eu te perceba.
Alijó, 17/03/2026, -
05:33