17 março 2026

Não te percebo, entender o nome do vento

Não te percebo, entender o nome do vento

Que em nada, de nome, tem

Pois, talvez

Um dia, olha, talvez amanhã

Seja o dia mais lindo, mais belo e com poesia

 

O meu dia, meu amor

Se de amor poderei falar, escrever

Desenhar, e de tanto o ler

Talvez, talvez amanhã eu seja o pássaro

Mais feliz da gaiola

 

Ou o peixe mais louco, deste louco aquário

Talvez amanhã, pois

Olha, não dizes nada?

Nada que o sou, mais

Menos, menos

 

E menos com menos, dá mais

Mais

Mas, mais o quê, meu amor?

Se a terra é uma jangada sobre o vácuo, dos

Seios loucos, em vácuo, na chuva

 

Não te percebo, entender o nome do vento

E tanto, tanto que eu quero te perceber

Como percebo um pouco, um pouquinho

De matemática, de física, de mecânica, de carpintaria, de serralharia, electricidade, e talvez, talvez um dia, um dia eu te perceba.

 

Alijó, 17/03/2026, - 05:33