Samba para você, deusa da última figueira que ficou sentada no silêncio dos olhos do mar,
Se eu soubesse, a que horas é o pincelar da tua voz nos lábios do vento,
Eu abria a janela, chamava todos os barcos que ainda ontem eram a tarde no toque de uma fotografia,
E dizia a todos os pássaros e passageiros deste navio, que
Por um fio, o rio
Será o esconderijo do meu navio, naufragado
Samba para você, meu amor, que o sono é uma seara de desejo que não tem remetente, e ele sofre
E ele mente, e a chuva será a primavera
Da primeira pedra, lançada na flor do teu sexo
Semente, socalcos entre os teus seios,
Vértice do atlântico salgado, não
Ainda não terminou o circo
24/03/2026, 22:25