incendiar o teu sorrir quando a noite, a noite
é a página de uma
estrela, de um outro lugar
que eu te pertenço, que o
sinto enquanto o amar
se despe, e se deita
e se entranha dentro de
ti, incendiar o teu sorrir
sabendo que a primavera
do teu cabelo, espera a minha mão
que será o vento, e o teu
desejar
que transforma o sono de
um outro lugar
em viagem em contramão,
te tocar
e acariciar os teus
lábios, e dos meus lábios
saberás a cor de cada
poema, na tela dos teus seios
ou simplesmente, tu,
deitada, nua, sobre uma cama de espuma
talvez cansada, exausta,
com medo da escuridão
e de mim, e de mim
que vou incendiar o teu
sorrir quando a noite, a noite
é a página de uma estrela
Alijó, 25/03/2026, 06:41