24 março 2026

Princesa do luar

O que ainda está vivo, o que sobrou do mar

Onde rabisquei os meus poemas acreditando

Que, ainda assim, mas

A tarde desceu ao rés-do-chão e a luz já estava sentada na tua mão

Depois, a água da última sílaba quase espuma


Depois, a minha língua de tinta saboreando a tua pele

E cada letra escrita em ti e

Apenas para ti, e não sei o que ainda está vivo, o que sobrou do mar

No mar onde te escondes, princesa do luar

Que seduz o fogo que deixei no silêncio dos teus olhos


24/03/2026, 21:47