O que ainda está vivo, o que sobrou do mar
Onde rabisquei os meus poemas acreditando
Que, ainda assim, mas
A tarde desceu ao rés-do-chão e a luz já estava sentada na tua mão
Depois, a água da última sílaba quase espuma
Depois, a minha língua de tinta saboreando a tua pele
E cada letra escrita em ti e
Apenas para ti, e não sei o que ainda está vivo, o que sobrou do mar
No mar onde te escondes, princesa do luar
Que seduz o fogo que deixei no silêncio dos teus olhos
24/03/2026, 21:47