se o cancro não me tocar,
em março o saberei
mas, mas saberei o quê?
saber, saber eu o queria
tanta coisa que eu queria
saber, e ler
e escrever
mas não queria, não
queria já morrer
já, já é quase dia, dia
quase mais um no acordar
mas às vezes somos
pássaros, e que tantas vezes, somos pedras
ou a calçada que de
lágrima em lágrima, olha o rio pela última vez
e sorri,
e semeia na ardósia o
nome de uma criança
que brinca e que no
vento, dança
09/02/2026, 04:22
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