nos teus olhos sou o mar
clandestino da tua noite
que te abraça, docemente
como quem procura nas
estrelas
a vida eterna de um
toque, da mão quase
charrua, que no meu corpo
lavra, que no meu corpo recua
como se a noite fosse uma
ausência, ou uma mentira
nos teus olhos sou o mar,
sou a solidão de uma tela
sem nome, e tão só
tão só que tenho medo de
sorrir, que tenho medo
medo em te perder, em te
tocar
sou o teu mar, talvez, ou
o nunca
como nada nunca o fui
ou sou, ou o serei
o teu mar, talvez, talvez
seja o só
eu o só caminhando na
sombra de um imbondeiro
que nunca viu o mar
mas eu, eu quero ser o
teu mar, o oceano que se esconde nos teus seios
e que desenha no meu
peito, o teu nome
e o rio que trazes nos
olhos
que sou o mar clandestino
da tua noite
09/02/2026, 04:02
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