dentro do quadrado, morre
a mosca
ao centro, ao centro do
quadrado, eu pareço
uma louca abelha, sentado
sobre o mel da última noite adormecida,
eu até que queria
pertencer ao jardim de uma lágrima
ou até que eu queria ser,
sem o saber
a lápide de um sonho
mas eu apenas sou um
sentado, sobre o mel azul de uma amêndoa
que eu até queria
pertencer, e de não o ser a sombra de um quadrado,
dentro do quadrado, morre
a mosca
a companheira de viagem,
morre
a abelha sabendo que há
uma árvore
nua e despedida, despida
na sanzala da verdade
dentro do quadrado, morre
a mosca
morre também o sentado, o
mel se evapora
e lá fora, na parte
exterior do quadrado, uma vírgula
chora, que sente o frio
da existência
que traz na mão desenhado
o vento, que não
sente o tempo, e deixa
adormecer o espaço, na terra semeada
e dentro do quadrado,
também sentado;
o meu cansaço.
18/01/2026, 02:26
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