acordei, agora
o quase mais do que o
cansaço, existir
dentro deste nome, na mão
do veneno, espero
sentado ao fogo, escuto
olho-te
silêncio, enquanto arde a
fogueira
espero-te, quase manhã de
um triste olhar
o dizer, o sentir
e adormecer sobre o rio
e os seios da noite, se
vergando
se deitando, no meu
cansaço
quase vento que eu o
queria ser
não ter, de
partir
quase que sinto, nunca
entendo, nunca
este nome que transporto,
que em mim vive
e que também morre, e que
quase é a chuva
de uma paixão que mata, e
acordei, agora
sentindo o fogo da
escuridão, ouvindo
o som nocturno de uma
flor, também ela tão cansada
também ela, triste
também ela, dor
porque a dor também
existe.
18/01/2026, 01:49
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