18 janeiro 2026

nome

acordei, agora

o quase mais do que o cansaço, existir

dentro deste nome, na mão do veneno, espero

sentado ao fogo, escuto

olho-te

silêncio, enquanto arde a fogueira

 

espero-te, quase manhã de um triste olhar

o dizer, o sentir

e adormecer sobre o rio

e os seios da noite, se vergando

se deitando, no meu cansaço

quase vento que eu o queria ser

 

não ter, de

partir

quase que sinto, nunca entendo, nunca

este nome que transporto, que em mim vive

e que também morre, e que quase é a chuva

de uma paixão que mata, e

 

acordei, agora

sentindo o fogo da escuridão, ouvindo

o som nocturno de uma flor, também ela tão cansada

também ela, triste

também ela, dor

porque a dor também existe.

 

18/01/2026, 01:49

Sem comentários:

Enviar um comentário