18 janeiro 2026

floresta

 me pertence o cansaço, e o vértice

entre quatro palavras, os olhos parecem as cerejas

que inventam nas pétalas do silêncio

a floresta de um olhar.

 

que o sangue se verte, e o oceano barqueiro

migalha a migalha, é o sítio

que mergulha na maré de uma sigla, o outro

momento em despedida.

 

a floresta me olha, sabendo que eu quero partir

e voar, e ser, e ter

o poema despedido, despido na morgue

de um sonho.

 

18/01/2026, 12:52

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