18 janeiro 2026

mar de insónia

somos o que arde, dentro

havia janelas de sono, havia um mar de insónia

somos o que arde, neste labirinto de imagens

que cada pedra lançada, é um novo poema que cresce

 

em mim.

 

somos esta fogueira, esta miséria sem terra

prisioneiro de uma espada, que espera

até ao limite do complexo silêncio, que quero a verdade

e

saber porque sobejam em mim, as lágrimas

 

em seios migalhas de um sonho.

 

em mim, somos o quer arde

nesta fogueira de espingardas de brincar, e correr

sobre os lençóis de um punhado de medo, cair

sobre o gelo, sobre a manhã…

 

a morte.

 

18/01/2026, 19:28

Sem comentários:

Enviar um comentário