a morte é uma viagem
entre átomos azuis, e sombreados livros que transportam em cada janela, uma
vírgula
a lareira aquece, o gelo
frio da mão que escreve, afunda-se na distopia de ser uma canção, despedida, e
despida
que a morte é uma viagem,
outra porta, para lá tão longe do mar abstracto que pertencia à razão
a morte é uma viagem sem
nome, entre carris de granito na distância de um barco, a palavra díspar e
disparada na boca que incendeia a maré cansada de uma porta
mal fechada, o corpo é um
esqueleto de vidro, o mártir destino que a chuva traz, e que a chuva levita, na
outra margem deste poema
desta morte.
18/01/2026, 19:58
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