08 janeiro 2026

a janela do teu olhar

foi o que senti, hoje

uma vertigem enamorada, que se dissipa

e que se ergue sobre os plátanos

e as outras migalhas, que se avizinham

e que fogem do infinito, e que se escrevem

na ribeira amordaçada de um destino

 

foi o que senti, hoje

que a noite morreu dentro de um cubo de vidro, que

ainda ontem era apenas um silêncio

e que hoje, o senti

uma vertigem, um novo rumo

e uma janela quase aberta para o mar; a janela do teu olhar.

 

08/01/2026, 06:57



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