a gula esfomeada de uma
esquina de luz, de uma esquina
que foi pensada, que foi
desenhada e também cansada
para ser apenas uma
esquina de luz, e da luz mais nada
nem uma sebenta amarrotada
nem água chocada, e tão
pouco pirilampo mágico
que de magia em magia,
sentia
o frio escuro de uma
aldeia
que vomitava fogo quando
acordava, que albergava
sobre os ombros, sobre a
lâmina de barbear, o silêncio de uma espada,
na algibeira, de uma
outra e triste, esquina de luz,
só e abandonada.
a gula esfomeada de uma
esquina de luz, de uma esquina
que foi pensada, que foi
desenhada
para ser apenas uma
esquina de luz, e da luz mais nada
mais, do que uma alma
penada,
porque uma esquina de
luz, nunca
nunca será a madrugada.
14/01/2026, 21:31
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