A lareira, cessa, à
pressa
E ingressa na algibeira
de um gato, um gato preto
Que sábado sou novamente
limalha em pó, mumificado, pertenço
E que também fui um
péssimo, um péssimo soldado
Que também fui drogado,
que nasci a prazo
Tanto era o prazo, que
apenas não me entendo
Dos trita dias do prazo,
que há muito lá vão
Lá, olá
Eu sou a tia Adosinda,
sim, disfarçada de marmelada
Ah, saudades da goiabada,
no pão
Eu que corria, tanto que
eu corria, que um dia
Acordei, nesta terra, que
Deus não conseguirá enterrar,
Porque dispenso muito bem
os serviços de deus, e tão pouco quero morrer nesta terra
E quero,
Quero ser cromado.
Mas a vida, a vida é uma
merda.
A vida é como o pão, hoje
é fofinho, e
Amanhã,
Tão duro como um caralho das
Caldas, ou mais duro
Que o diamante mais duro;
e se Deus o quisesse, bastava apenas um simples olhar,
E transformava a merda em
oiro, talvez por um processo alquímico, ou talvez outro qualquer,
Excepto, excepto O Processo
de Kafka.
Franz Kafka.
Mas Deus não faz favores
a ricos, porque se o fizesse, o Elon Musk, adquiria todos os CUS do planeta
Terra, e assim
Um punhado de merda, era
um pedacinho de oiro, porque para fazer oiro,
É preciso,
É preciso muita merda.
14/01/2026, 20:06

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