14 janeiro 2026

A lareira

A lareira, cessa, à pressa

E ingressa na algibeira de um gato, um gato preto

Que sábado sou novamente limalha em pó, mumificado, pertenço

E que também fui um péssimo, um péssimo soldado

 

Que também fui drogado, que nasci a prazo

Tanto era o prazo, que apenas não me entendo

Dos trita dias do prazo, que há muito lá vão

Lá, olá

Eu sou a tia Adosinda, sim, disfarçada de marmelada

 

Ah, saudades da goiabada, no pão

Eu que corria, tanto que eu corria, que um dia

Acordei, nesta terra, que Deus não conseguirá enterrar,

Porque dispenso muito bem os serviços de deus, e tão pouco quero morrer nesta terra

 

E quero,

 

Quero ser cromado.

 

Mas a vida, a vida é uma merda.

A vida é como o pão, hoje é fofinho, e

 

Amanhã,

 

Tão duro como um caralho das Caldas, ou mais duro

Que o diamante mais duro; e se Deus o quisesse, bastava apenas um simples olhar,

E transformava a merda em oiro, talvez por um processo alquímico, ou talvez outro qualquer,

 

Excepto, excepto O Processo de Kafka.

 

Franz Kafka.

 

Mas Deus não faz favores a ricos, porque se o fizesse, o Elon Musk, adquiria todos os CUS do planeta Terra, e assim

 

Um punhado de merda, era um pedacinho de oiro, porque para fazer oiro,

 

É preciso,

 

É preciso muita merda.

 

14/01/2026, 20:06

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