24 janeiro 2026

deixarei de te olhar, deixarei de te pensar sonhar deixarei de voar, ou até de sentir

deixarei de te olhar, deixarei de te pensar

sonhar

deixarei de voar, ou até

de sentir

da janela da sala, o perfume do mar

e o barco a partir

 

deixarei de ter, quando nunca tive nada

deixarei de ser, a palavra, a luz envenenada

ou até, deixarei de ser

e de pertencer, à lua imaginada

 

por um louco, por uma espada de sangue, contra o sorriso de tanta gente, de tanto silêncio, na charrua ausente, capaz de mergulhar nas profundezas de uma sílaba semeada por uma criança, e assim

eu deixarei de ser

e deixarei, de ter esperança

 

deixarei de te olhar, deixarei de te pensar

sonhar

deixarei de voar, ou até

de sentir

sentir… a morte do mar.

 

24/01/2026, 04:39

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