deixarei de te olhar,
deixarei de te pensar
sonhar
deixarei de voar, ou até
de sentir
da janela da sala, o
perfume do mar
e o barco a partir
deixarei de ter, quando
nunca tive nada
deixarei de ser, a
palavra, a luz envenenada
ou até, deixarei de ser
e de pertencer, à lua
imaginada
por um louco, por uma
espada de sangue, contra o sorriso de tanta gente, de tanto silêncio, na
charrua ausente, capaz de mergulhar nas profundezas de uma sílaba semeada por
uma criança, e assim
eu deixarei de ser
e deixarei, de ter
esperança
deixarei de te olhar,
deixarei de te pensar
sonhar
deixarei de voar, ou até
de sentir
sentir… a morte do mar.
24/01/2026, 04:39
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