era quase uma aldeia
vestida de purpura encantada, foi talvez um dia, no perdido dia
que a cada nova
madrugada, ele, ele e o dia, sentiam, ele mais que o sentia
o fio da navalha, poisada
no peito
e sempre que chovia,
havia
sobre a mesa uma outra
aldeia, que ardia
e que também sabia, que
um dia
ele e a antiga aldeia,
ele mais que o sabia
eram as palavras que
alimentavam a fogueira
enquanto a terra rodopia,
e ele e a aldeia, ele mais que o sabia
morriam depois de acordar
o luar, e muito depois
talvez além-mar, o perigo
do fogo, e o sorriso do teu olhar
que a aldeia que ardia, e
que o meu corpo também ardia
eram só as lágrimas do
mar.
13/01/2026, 04:35
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