11 janeiro 2026

A primavera de um olhar

Se aos teus lábios eu pertencesse, eu lá semeava

A primavera de um olhar,

Construía a noite e vestia-a de silêncio desejar,

Em te desejar e em te amar, e regressava

 

Ao outro mar,

Que deixei suspenso sobre a lágrima de um ausente pincelar,

Que se eu pertencesse aos teus lábios, eu tinha todo o luar

E a fogueira em chama que não se cansa de sonhar.

 

Se aos teus lábios eu pertencesse, eu lá brincava

Como se fosse uma abelha em incêndio arder

Que eu tanto te abraçava,

 

Que no meu tanto te querer,

Eu te beijava sem o ver…

E te sonhava no meu escrever.

 

(daqui a pouco é dia, é dia de mais um dia do meu trabalhar…)

 

11/01/2026, 04:15

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