Se aos teus lábios eu
pertencesse, eu lá semeava
A primavera de um olhar,
Construía a noite e
vestia-a de silêncio desejar,
Em te desejar e em te
amar, e regressava
Ao outro mar,
Que deixei suspenso sobre
a lágrima de um ausente pincelar,
Que se eu pertencesse aos
teus lábios, eu tinha todo o luar
E a fogueira em chama que
não se cansa de sonhar.
Se aos teus lábios eu
pertencesse, eu lá brincava
Como se fosse uma abelha
em incêndio arder
Que eu tanto te abraçava,
Que no meu tanto te
querer,
Eu te beijava sem o ver…
E te sonhava no meu
escrever.
(daqui a pouco é dia, é
dia de mais um dia do meu trabalhar…)
11/01/2026, 04:15
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